A diferença de prize-money entre os torneios masculino e feminino do Queen’s Club levanta polémica
O ténis é considerado um dos desportos mais igualitários do mundo em termos de premiação para homens e mulheres. Contra isto pouco há a refutar, mas a polémica paira no ar quando surgem casos como o do Queen’s Club, um dos clubes mais emblemáticos da modalidade, onde nele se encontra uma realidade totalmente contraditória a esta ideia devido à discrepância que se vê entre o torneio feminino e o torneio masculino.

Apesar de um aumento significativo na premiação do torneio WTA , que voltou a ser realizado em 2025 na localidade londrina após mais de meio século de ausência, os valores permanecem, ainda assim, bastante inferiores quando comparados aos que os jogadores do circuito ATP receberão esta semana. Ambas as provas são disputadas nos mesmos courts, têm a mesma categoria e o mesmo número de participantes, mas os valores que são colocados em cima da mesa são, na verdade, completamente distintos…
Os números são claros. Embora a organização tenha aumentado em 35% os ganhos do torneio feminino em comparação com a edição anterior, as tenistas ainda recebem significativamente menos do que os homens. Por exemplo, a campeã do último domingo Donna Vekic arrecadou cerca de 250 mil euros, um valor que chega a ser inferior àquele que o finalista desta semana levará para casa: 260 mil euros.
Para muitos fãs, é difícil de entender. Como é possível um torneio ATP 500 e um WTA 500 oferecerem prémios monetários tão diferentes? Principalmente quando, nos quatro torneios do Grand Slam e naqueles em que homens e mulheres competem simultaneamente, a premiação é idêntica para ambos os lados.
Se fizermos então a comparação de igual para igual e, neste caso, entre os respetivos campeões, a situação torna-se ainda mais dramática. O vencedor do ATP 500 vai receber praticamente o dobro da campeã do WTA 500.
É impossível ficar indiferente a estes registos. Esperemos que, daqui a um ano, o cenário no Queen’s Club seja outro, mas, para já, esta continua a ser a preocupante realidade com que as jogadoras se deparam.
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