Alcaraz faz confissão após Paris: «Estas foram as melhores semanas desde que regressei»

Por José Morgado - Novembro 8, 2026
Alcaraz

Carlos Alcaraz não escondeu a satisfação depois de conquistar o Masters 1000 de Paris, o 29.º título da carreira, e considera que deu um passo importante na evolução do seu ténis, sobretudo a nível mental. Na conferência de imprensa após derrotar Ben Shelton na final, o espanhol destacou a importância das últimas duas semanas, que considera as melhores desde que regressou à competição, depois de quatro meses e meio de ausência devido a uma lesão no pulso.

“Estas duas últimas semanas foram provavelmente as melhores que disputei desde que regressei à competição”, confessou o murciano, que também conquistou o torneio de Viena. Alcaraz acredita que o triunfo em Paris teve um significado especial, sobretudo pela forma como conseguiu adaptar-se às condições de jogo e ultrapassar os momentos mais complicados.

“Estou muito contente porque consegui controlar as minhas emoções e os meus pensamentos em todos os momentos, durante cada encontro e nas situações mais difíceis. Para mim, esse é um avanço muito importante”, explicou.

O espanhol destacou ainda a importância da recuperação frente a Taylor Fritz, que lhe permitiu perceber o que precisava de melhorar para chegar ao título. “Compreendi que tinha de ser ainda mais determinado, que precisava de arriscar e dar um passo em frente, especialmente nas situações mais complicadas”, revelou.

Apesar da conquista, Alcaraz não se considera favorito para as ATP Finals, que começam em Turim. “Não me preocupa demasiado saber se sou favorito ou não. Prefiro não pensar nisso. O meu objetivo é chegar lá, jogar o meu ténis, desfrutar da competição e apresentar o meu melhor nível”, afirmou.

Ainda assim, o espanhol não esconde a ambição de conquistar um troféu que continua a escapar-lhe. “É um título que adoraria ganhar um dia. Este ano vou chegar com muita confiança e com vontade de lutar pela vitória”, concluiu.

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
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