Henrique Rocha afirma após desaire: «Foi dos melhores jogos em termos de sensações dentro do court»

Por Tomás Almeida - October 13, 2026
Eduardo Oliveira/FPT

Henrique Rocha, número três nacional e recente campeão do ATP Challenger 125 do Porto, chegava à 9.º edição do Maia Open com o estatuto de segundo pré-designado e natural candidato à vitória, mas de forma surpreendente foi eliminado na primeira ronda diante do tenista indiano Sumit Nagal.

Apesar da derrota, o atleta luso de 22 anos admitiu em conferência de imprensa estar feliz com o nível de jogo apresentado ao longo das quase três horas de batalha, falou sobre o objetivo do top 100 mundial e ainda comentou acerca de Pepe Vendrell, renomado treinador espanhol com quem o portuense começou a trabalhar no passado mês de setembro.

ANÁLISE AO ENCONTRO

A verdade é que foi um jogo incrível e que jogámos os dois muito bem. Estou muito feliz por isso, porque de facto acho que fiz as coisas que tinha a fazer. Deve ter sido dos meus melhores jogos em termos de sensações dentro do campo. É importante ter esse sentimento de que estou no caminho certo. Estou feliz por ter jogado esta batalha. O único momento em que não consegui dominar tanto o jogo foi no final do segundo set. Acho que tanto no primeiro como no terceiro set o jogo dependeu sempre muito de mim. Isso é um bom sinal. Foram pequenos pormenores que me fizeram estar tão por cima do jogo durante a maior parte do jogo. Hoje acabou por não cair para mim, mas certamente amanhã se calhar jogávamos o mesmo jogo e poderia ganhar mais tranquilo.

OBJETIVO DO TOP 100

Acho que durante o jogo, sinceramente, não pensei nenhuma vez. É algo que tenho presente. Não é um objetivo que quero até o final do ano. Mas acho que a jogar assim, certamente, vai acabar por aparecer mais dia menos dia. Estou feliz com o processo que levo e o top 100 acaba por ser mais uma etapa. Não quero chegar aos 95 e parar por aí. Por isso, são pequenas metas bonitas e que acabam por exigir bastante trabalho. Fazer parte deste momento de quase chegar já é bonito.

PRIMEIROS TEMPOS COM NOVO TREINADOR

O Pepe já está a trabalhar comigo há um mês. Já fez a semana de preparação de Sevilha, fez Sevilha e agora estes dois torneios. Estou muito feliz, tem sido um mês de muita melhoria. Vou continuar a trabalhar também com o André e estou muito feliz por estar com os dois. Já tinha treinado com ele, quando estava com o Bautista. Tinha treinado com eles no Estoril e foi uma pessoa que, não é que me surpreendeu, mas tinha muito boas impressões e acabou por ser um bom timing porque o Bautista retirou-se. Ele vai fazer mais semanas que o André, vai estar comigo na maioria das semanas. Será mais ou menos 70-30. O Pepe passará mais tempo comigo, mas os dois são igualmente principais.

A minha paixão pelo ténis começou aos 10 anos e desde então tem crescido dia após dia. Já deixou de ser um mero desporto para mim, enquanto consumidor de tudo um pouco, ... bem, talvez nunca tenha sido... Estou aqui para continuar a ser surpreendido e a aprender com algo único e incomparável como o ténis. Hoje em dia não me consigo imaginar a viver sem a bola amarela no canto do olho. Quero seguir neste mundo e fazer dele o meu futuro, crescendo com todas as aprendizagens adquiridas a partir de valiosas experiências. Continuem desse lado!
Bola Amarela
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