Djokovic revela os três momentos em que percebeu que o ténis seria a sua vida

Por José Morgado - September 26, 2026
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Novak Djokovic recordou uma das fases mais marcantes da sua vida e revelou os três momentos em que percebeu que o ténis poderia tornar-se muito mais do que uma paixão de infância. Numa conversa para o programa da Netflix Cold as Balls, o sérvio falou das dificuldades enfrentadas pela família e das pessoas que tiveram um papel determinante no seu percurso.

A primeira certeza surgiu quando tinha apenas cinco anos. “O primeiro momento foi quando tinha cinco anos. Pensei: “É isto que quero fazer, adoro este desporto”. Mas era uma criança e não sabia realmente como era a realidade. Simplesmente jogava e divertia-me.”

O segundo momento aconteceu quando conheceu Jelena Genčić, que Djokovic considera a sua «mãe do ténis». A treinadora rapidamente identificou um potencial extraordinário no jovem sérvio. “Ela lançou bases incríveis. Disse aos meus pais: “Já treinei alguns dos melhores jogadores e acredito que o vosso filho tem o que é preciso para ser o melhor do mundo”.”

A terceira confirmação surgiu alguns anos depois, quando Djokovic tinha 13 ou 14 anos e estava numa academia de ténis na Alemanha. Foi aí que conheceu Nikola Pilić, que viria a tornar-se o seu «pai do ténis». “Ele disse-me exatamente a mesma coisa. Então, o meu pai pensou: “Está bem, não posso ignorar isto”. Investiu tudo o que podia em mim e o resto é história.”

Djokovic reconheceu ainda que as circunstâncias familiares, marcadas pela guerra e por enormes dificuldades financeiras, reforçaram a sua determinação. “Tudo aquilo foi forjando a minha resiliência e a minha perseverança e reforçou ainda mais o meu desejo de triunfar como tenista.”

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
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