WTA quer criar um ‘Super Bowl do ténis feminino’ e leva as Finals para Charlotte

Por José Morgado - September 16, 2026
Charlotte

A WTA anunciou uma mudança estratégica para as suas WTA Finals, que terão uma nova casa entre 2027 e 2029. O torneio que reúne as melhores jogadoras de singulares e pares do mundo será disputado no Spectrum Center, em Charlotte, recinto habitualmente utilizado pelos Charlotte Hornets, da NBA.

A ambição da organização é transformar as Finals num dos grandes acontecimentos anuais do desporto feminino. Valerie Camillo, diretora de operações da WTA, descreveu o projeto como a criação de uma “Super Bowl do ténis feminino”, não apenas enquanto torneio, mas também como ponto de encontro para o ténis, o desporto feminino e os negócios associados.

Os principais pontos do novo projeto da WTA:

  • Charlotte será a casa das WTA Finals entre 2027 e 2029, no Spectrum Center, pavilhão dos Charlotte Hornets.
  • A WTA quer criar uma “Super Bowl do ténis feminino”, transformando as Finals num grande evento do desporto feminino.
  • A organização vai transferir o seu centro de operações para Charlotte, criando uma base para as suas atividades.
  • Charlotte venceu uma corrida que incluía Sacramento, Las Vegas e Gdansk, na Polónia.
  • A WTA terá controlo total sobre a operação do torneio e não descarta prolongar o acordo para além de 2029.
  • As Finals passarão de oito para cinco dias, devido às limitações do Spectrum Center e à época regular da NBA.

 

A mudança surge num momento financeiro particularmente importante para a WTA. A organização reconhece que 2026 é um ano de transição, marcado por cortes e ajustes, mas aponta para um objetivo concreto: alcançar rentabilidade consistente e sustentável a partir de 2027, apoiada pelo crescimento das receitas e da audiência.

Charlotte é, assim, muito mais do que uma nova sede. A WTA pretende utilizar a cidade como ponto de partida para uma nova estratégia comercial e transformar as Finals no grande evento anual do ténis feminino.

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
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