Wawrinka despede-se do US Open: «O mais importante era voltar a Nova Iorque»

Por Nuno Chaves - September 1, 2026

Stan Wawrinka despediu-se do US Open com uma derrota na primeira ronda, depois de ter recebido um wild card de última hora, numa altura em que o próprio até já tinha voltado à Suíça.

O tenista de 41 anos ainda se revelou bastante competitivo nos dois primeiros sets frente a Matteo Berrettini mas, no terceiro, o corpo já deixou de dar os mesmos sinais. Certo é que, apesar da derrota, Stan The Man sai de Nova Iorque orgulhoso e de coração cheio.

FELIZ APESAR DA DERROTA

Foi um ambiente incrível, sem dúvida. Para mim, o mais importante era ter outra oportunidade de jogar neste torneio. Claro que fiquei muito feliz por receber o convite para vir. No geral, em termos do jogo, o nível foi bom durante os dois primeiros sets. Tive muitas oportunidades, tanto no primeiro como no segundo set, mas não as aproveitei. Quando ganhas menos jogos, é sempre mais difícil recuperar a confiança para fechar os sets, por isso foi um pouco complicado.

AMBIENTE PARA RECORDAR

O nível durante os dois sets foi muito alto e o ambiente e o apoio foram realmente especiais. Sabendo que era a minha última vez aqui, nunca é fácil, isso é certo, sobretudo quando gostamos tanto de algo e desfrutamos tanto. Para mim, chegar àquele nível foi fundamental. No geral, estou satisfeito com o meu nível. Estou muito grato pelo apoio que recebi esta noite.

TORNEIO ESPECIAL

Nova Iorque é uma cidade muito especial. Tornou-se, sem dúvida, uma das minhas cidades favoritas. Adoro vir aqui, passar tempo aqui. Tenho muitos amigos aqui. É a cidade que nunca dorme, ou melhor, há sempre muita coisa a acontecer na cidade. É preciso encontrar o equilíbrio certo entre desfrutar da cidade e estar preparado para jogar ténis. O ambiente do US Open é sempre incrível. Sente-se o apoio. Sente-se o quanto os americanos adoram este desporto. Gostam de criar um espetáculo à volta dele e, enquanto jogador, é sempre um prazer.

COMO QUER SER RECORDADO

Para mim, a única coisa que vejo neste meu último ano é o carinho que recebo em cada jogo e em cada torneio. Por isso, sinto-me extremamente grato. Também me mostra que talvez tenha feito a coisa certa ao longo destes 20 anos: tentei sempre dar tudo, tentei sempre lutar, estive sempre presente, tentei sempre dar o meu melhor, tentei sempre ultrapassar os meus próprios limites neste desporto. É isto que é mais importante para mim: aquilo que recebo dos adeptos quando jogo.

Jornalista na TVI; Licenciado em Ciências da Comunicação na UAL; Ténis sempre, mas sempre em primeiro lugar.
Bola Amarela
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