Navone sem palavras: «Venci o GOAT deste desporto, ganhei-lhe no US Open!»
Mariano Navone protagonizou uma das maiores surpresas da história recente dos torneios do Grand Slam ao eliminar Novak Djokovic na primeira ronda do US Open.
O tenista argentino viveu uma noite para mais tarde recordar na sua carreira e, após ter alcançado o feito, o próprio nem conseguia acreditar no que tinha acabado de fazer.
SEM PALAVRAS
É difícil pensar agora no jogo. É demasiado tarde. Mas foi um jogo duro, uma batalha. Jogar contra o Novak pela primeira vez, no maior palco que temos neste momento no mundo do ténis, é uma loucura. Ele nunca perdia na primeira ronda, durante 20 anos, por isso é incrível. Para mim, a parte mental foi a melhor. Estava a perder por dois sets a um e também estava com um break de desvantagem no quarto set, mas nesse momento senti-o. O meu jogo começou a melhorar a partir daí. No quinto set também foi difícil, porque sabia que ele estava lesionado e não se estava a sentir bem. É complicado jogar contra ele assim, porque sabes que tens muitas possibilidades de ganhar. Tinha muitas coisas na cabeça. Estou muito feliz com tudo isto.
UM DIA INÉDITO NA SUA VIDA
Nunca tinha jogado no Arthur Ashe e nunca tinha jogado contra o Novak. É a primeira vez que ganho um jogo à melhor de cinco sets; antes disto, penso que tinha perdido quatro. Vamos recordar este momento durante muito tempo. Ganhar ao Novak na primeira ronda de um Grand Slam é algo importante para mim, para o desenvolvimento do meu jogo e também da minha mente, porque encontrei realmente o meu nível quando estava a jogar contra o Novak. Não sei que mais posso dizer. O Novak é o GOAT deste desporto. Ganhei-lhe no US Open, no Arthur Ashe e numa sessão noturna. É, sem dúvida, um dos melhores momentos que já vivi no ténis.
SONHO CONCRETIZADO
Quando és criança e pensas em jogar ténis, sonhas estar no maior palco do mundo e ter a oportunidade de defrontar estes jogadores. Cresci a ver o Novak, o Roger e o Rafa. Muitas vezes levantava-me muito cedo para ver o Novak na Austrália, em Roland Garros ou no US Open, e ficava acordado até tarde antes de ir para a escola. A minha mãe dizia-me que me odiava por causa disso, mas significava muito para mim. Quando tens a oportunidade de jogar contra ele, sonhas derrotá-lo num palco destes porque cresceste com isso. Talvez seja um sonho tornado realidade. Foi um prazer.
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