Djokovic garante antes do US Open: «Estou preparado»

Por José Morgado - August 30, 2026

Novak Djokovic chega ao US Open com o objetivo de lutar por mais um título do Grand Slam e pelo histórico 25.º troféu Major. Depois da derrota precoce em Cincinnati, frente a Thiago Tirante, o sérvio teve duas semanas para preparar a participação em Nova Iorque e garante sentir-se pronto.

“Não gosto de perder cedo em nenhum torneio, mas essa derrota deu-me o tempo de que precisava para me preparar para o US Open da forma mais adequada. Tive algumas semanas para colocar o corpo e a mente no estado ideal. Se me perguntarem se estou preparado, acho que sim.”

Ainda assim, Djokovic reconhece que os treinos não reproduzem a exigência de um encontro à melhor de cinco sets, sobretudo numa fase da carreira em que os primeiros desafios se tornaram particularmente exigentes. “Treinar e entrar no Arthur Ashe para jogar à melhor de cinco sets são duas coisas completamente diferentes. Normalmente não jogamos encontros de cinco sets nos treinos. Os primeiros jogos são muito exigentes para mim, sobretudo nos últimos anos.”

O sérvio falou também do seu novo documentário, “The Wolf in Winter”, admitindo que poderá haver novos projetos audiovisuais no futuro. “Sinto que isto é apenas o começo. Gostaria de aprofundar diferentes temas. Há muitas coisas que podem e quero partilhar com o público, mas num formato de 90 minutos era muito difícil contar toda a história.”

Djokovic atingirá ainda uma marca impressionante em Nova Iorque: esta será a sua 20.ª participação no US Open. O sérvio recordou que continua acompanhado por Stan Wawrinka e Gaël Monfils, jogadores que também estiveram presentes na edição de 2006. “Estou muito orgulhoso. A longevidade foi sempre um dos meus objetivos. É incrível poder recuar 20 anos no tempo e ver que ainda estamos aqui, a lutar e a representar a geração mais velha.”

Por fim, Djokovic deixou elogios a Kei Nishikori, que anunciou a retirada. “O Kei é um dos jogadores mais talentosos que enfrentei e vi jogar. Foi um adversário duríssimo. É uma pena ter sofrido tanto com lesões, porque tenho a certeza de que teria conseguido ainda mais. Fez história para o ténis japonês.”

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
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