Fritz ciente do desafio no US Open: «Seria imprudente subestimar o grupo de jogadores que está aqui presente»

Por Tomás Almeida - August 29, 2026
Fritz

Taylor Fritz está a ter uma temporada bastante abaixo do expectável, com os problemas físicos a revelarem-se um grande entrave.

Isso não afeta a confiança do norte-americano, que é uma das naturais esperanças da casa para o US Open. Fritz não se desvia da responsabilidade que tem sobre os ombros, mas ao mesmo tempo também reconhece o poderio da concorrência.

CRESCENTE DIMENSÃO DO TÉNIS NOS ESTADOS UNIDOS

Acho ótimo ver que tem havido cada vez mais entusiasmo em torno deste desporto nos últimos anos. Eu não diria que tem muito a ver com o que eu estou a fazer, mas sim com o que fizemos coletivamente. Os eventos estão se a tornar cada vez mais atrativos mesmo para quem não é fã de tênis, algo que é exatamente o que eu procurava. Essa popularização e a crescente aceitação do desporto no mercado são aspetos muito positivos.

ASPIRAÇÕES PARA O ÚLTIMO MAJOR DA TEMPORADA 

Estou focado na minha primeira ronda. Não penso além disso. Não olho para o quadro. Acho que é a única maneira que tenho de me manter presente no momento quando estou aqui em competição. Não sou alguém que gosta de se precipitar. Eu conheço a qualidade dos adversários. Acho que seria desrespeitoso pensar que, só porque o Sinner não está cá, é uma grande oportunidade. Há também o Jódar, o Arthur Fils e todos os americanos, que são bastante perigosos nesta superfície. Acho que seria imprudente subestimar o grupo de jogadores que estão a alto nível neste momento.

A IMPORTÂNCIA DA CONSISTÊNCIA 

Acho que se trata de saber o que se tem e o que não se tem num certo dia, trabalhar da mesma forma e não tentar forçar algo que não existe naquele momento. Ao mesmo tempo, há o foco mental de permanecer naquele momento. Também há que ser capaz de resolver problemas rapidamente. Manter a mente no encontro é super importante. Aqui é um desafio maior, porque é preciso jogar à melhor de cinco sets ao longo de sete encontros se quisermos sair daqui com o título, mas é um desafio que me entusiasma sempre.

REGRESSO DE CARLOS ALCARAZ

Acho que a minha resposta provavelmente vai surpreender. Se ele se sente saudável o suficiente para jogar, por que não? Essa é a minha opinião. Não é necessariamente fácil, mas se passa as primeiras rondas, começa a sentir-se cada vez melhor e a recuperar o ritmo competitivo e a confiança. A partir daí, não há razão para não encontrar a sua melhor forma e jogar muito bem. 

A minha paixão pelo ténis começou aos 10 anos e desde então tem crescido dia após dia. Já deixou de ser um mero desporto para mim, enquanto consumidor de tudo um pouco, ... bem, talvez nunca tenha sido... Estou aqui para continuar a ser surpreendido e a aprender com algo único e incomparável como o ténis. Hoje em dia não me consigo imaginar a viver sem a bola amarela no canto do olho. Quero seguir neste mundo e fazer dele o meu futuro, crescendo com todas as aprendizagens adquiridas a partir de valiosas experiências. Continuem desse lado!
Bola Amarela
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