Zverev sem pressão no US Open: «Sou um dos 128 favoritos ao título»
Alexander Zverev vai ser pela primeira vez na carreira o primeiro cabeça-de-série num torneio do Grand Slam, ainda assim, isso não muda a sua abordagem.
Em vésperas de se estrear no US Open, o tenista alemão quis tirar pressão e falou sobre o que espera para o último Major da temporada.
PRONTO PARA LUTAR POR MAIS SLAMS
Continuo a sentir que devia ter ganho em 2020, isso não muda. No geral, claro que há um certo nível de satisfação para mim por ter finalmente ganho um Grand Slam. Acho que já o disse um milhão de vezes. Mas também te apercebes de uma coisa: quando ganhas um, queres ganhar mais. Queres continuar e queres jogar o teu melhor ténis sempre que estás em campo. Sinto que fiz isso depois de Roland Garros e, depois, não o consegui fazer nos dois últimos torneios. Mas sinto definitivamente que o meu jogo está a voltar e que tem vindo a melhorar em cada sessão de treino. Espero conseguir mostrar aqui novamente o meu melhor ténis.
PRIMEIRO CABEÇA-DE-SÉRIE EM NOVA IORQUE
Acho que ser cabeça de série é bom e demonstra que tens estado a jogar bem, mas penso que o mais importante é saber que nome aparece no final do quadro e quem continua aqui dentro de duas semanas. Acho que esse é o principal objetivo de todos os jogadores que estão no quadro. Sinto que sou apenas um dos 128 jogadores favoritos que estão no quadro, nada mais.
NÃO ESQUECE MOMENTOS MAIS COMPLICADOS
Em 2022, havia muitas incertezas e tenho a certeza absoluta de que eles também tinham dúvidas sobre se alguma vez iria voltar a estar a este nível. Ninguém podia saber isso com certeza. Mas eles nunca mo demonstraram. Nunca falaram comigo sobre isso. As conversas eram mais do género: ‘Quando voltares, podemos melhorar isto e aquilo, vais ser o melhor, podes voltar a estar a este nível ou podes ganhar este tipo de torneios’. Eram mais esse tipo de conversas. Era algo semelhante ao que fiz comigo próprio em Roland Garros: uma espécie de falsa confiança e de te convenceres a ti próprio de que tudo vai correr bem, de que vais ser o melhor. Eles fizeram muito isso comigo quando estava no meu ponto mais baixo. Acho que foi muito útil para mim há uns anos.
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