Tsitsipas reconhece: «A relação com o meu pai é complicada»
Stefanos Tsitsipas qualificou-se para a segunda ronda do ATP 1000 de Cincinnati e, no final, apresentou uma interessante reflexão sobre o seu atual momento.
O grego falou do que pretende do seu jogo e abordou a difícil relação que tem, neste momento, com o seu pai.
NOVA FASE TENÍSTICA
Estou a trabalhar em algumas coisas e é muito importante para mim manter-me concentrado naquilo em que estou a trabalhar. Continuo a lembrar-me de que os resultados são importantes, mas, neste momento, é mais importante dar grandes passos na minha evolução e mudar algumas coisas que permaneceram estagnadas nos últimos dois anos. Tenho-me concentrado muito em subir mais rapidamente à rede e em ser um pouco mais perigoso quando jogo. Hoje vi alguns sinais dessas coisas durante o encontro.
RELAÇÃO DIFÍCIL COM O PAI
Diria que provavelmente estou num capítulo em que sou eu que tomo as decisões e faço as minhas próprias escolhas. É um capítulo em que estou a evoluir para uma versão diferente de mim próprio, do Stefanos Tsitsipas. Antes, sentia que muitas coisas eram controladas, mas, ao mesmo tempo, determinadas pelo meu pai. Na altura, isso não me incomodava, porque era assim que as coisas funcionavam. E deixei muitas responsabilidades nas mãos dele para gerir determinadas coisas. Infelizmente, não posso tê-lo como treinador, embora gostasse que ele fosse o meu treinador. Tenho uma boa equipa de pessoas que têm estado ao meu lado e gostaria que o meu pai continuasse a ser o meu pai, algo que espero que ele respeite. É uma relação complicada. A relação entre pai e filho sempre foi complicada e continuará a ser complicada para os tenistas também no futuro.
VIVE MOMENTO DIFERENTE
Sinto que agora é o meu momento de decidir com quem quero trabalhar, o que quero fazer e o que quero alcançar. Repeti um determinado padrão durante muito tempo e tomei uma decisão clara comigo próprio: estou farto disto. Procuro realmente algo diferente na minha vida. Tenho 28 anos. Já não tenho 21. E acho que agora é o melhor momento para o fazer, para ser sincero. Talvez devesse tê-lo feito antes, mas fiz-lo agora. Agora é o momento. Tenho de seguir em frente e estar bem com esta decisão. Tenho uma boa relação com o meu pai.
CONFIANTE PARA O FUTURO
Sim, as vitórias são importantes. Mas, no final do dia, continuo estagnado e a jogar o mesmo tipo de ténis vezes sem conta, por isso estou a tentar escapar desse padrão. Procuro algo diferente. Quero que, talvez nos meus melhores dias, esses melhores dias sejam ainda melhores. Cada detalhe, desde o equipamento e o treino até ao sono e à recuperação, é importante para mim, porque, quando estou bem, quero estar na minha melhor versão. E talvez, nos meus dias menos bons, quero que sejam mais normais, em vez de serem realmente maus.
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