Rita Freitas na final e Fred Gil nas ‘meias’ do Campeonato do Mundo de Seniores Individual

Por José Morgado - August 13, 2026
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FOTO: FPT

Rita Freitas somou esta quinta-feira a sua 15.ª vitória consecutiva em Campeonatos do Mundo de Seniores Individuais, manteve a invencibilidade e passou à final do torneio de mais de 40 anos. É a quarta vez que vai a uma final em quatro participações na competição, depois de ter sido campeã mundial de +35 em três ocasiões (2022, 2024 e 2025). O World Tennis Masters Tour World Individual Championships está a ser organizado pela Federação Portuguesa de Ténis e termina no próximo Sábado, no Complexo de Ténis do Estádio Nacional, sob a égide da World Tennis, a antiga Federação Internacional de Ténis.

Portugal assegurou, entretanto, uma quarta medalha no Mundial, depois de, também hoje, Fred Gil ter-se qualificado para as meias-finais do torneio masculino de +40. É a quarta vez que o ex-finalista do Estoril Open vai disputar uma meia-final de um Mundial Individual de Seniores: em 2021 cedeu na final de +35, em 2022 sagrou-se campeão do mundo de +35 e no ano passado perdeu nas meias-finais de +40.

Mais tarde, Rita Freitas e Fred Gil emparceiraram para reservarem um lugar na final de pares mistos de +40. Há um ano, Rita Freitas venceu os pares mistos do Mundial de +35 ao lado de José Ricardo Nunes. A única derrota portuguesa do dia foi de José Ricardo Nunes e João Ferreira, nas meias-finais de pares masculinos. Mesmo assim, irão receber uma medalha, uma vez que, nestes Mundiais Individuais, todos os semifinalistas derrotados garantem o bronze.

Os resultados dos encontros de hoje, em que tenham estado envolvidos jogadores portugueses, foram os seguintes:

+40 anos singulares femininos

Apurada para a final: Rita Freitas (Portugal/ cs1)-Mariko Fritz-Krockow (Estados Unidos/ cs3), 7-5, 6-0.

+40 anos singulares masculinos

Apurado para as meias-finais: Fred Gil (Portugal/ cs1)-Henrique Mello (Brasil/ cs9), 6-2, 6-3.

+40 anos pares mistos

Apurados para a final: Rita Freitas/Fred Gil (Portugal/ cs1)-Elleen Aranas Roth/Aqee Khan (Alemanha/Paquistão/ cs7), 6-4, 6-4.

+40 anos pares masculinos

Eliminados nas meias-finais: Jens Janssen/Clément Prévitali (Alemanha/França)-José Ricardo Nunes/João Ferreira (Portugal), 2-6, 6-2, 10-7.

O encontro de singulares de Rita Freitas era um dos pontos altos da jornada e foi-o apenas no primeiro set. No segundo notou-se uma saturação física e mental da adversária norte-americana. Foi um grande triunfo da portuguesa. Rita Freitas é a n.º2 mundial de +40 e bateu a n.º1 e campeã mundial de +40 de 2025.

Na final de Sábado, a atleta do Lisboa Racket Center, que foi vice-campeã nacional absoluta e esteve às portas do top-800 do WTA Tour (803.ª em 2010), irá discutir o título diante da única jogadora que pode orgulhar-se de ter saído por cima num confronto consigo em 2026. Com efeito, em abril, na terra batida de Alassio, em Itália, a portuguesa desistiu quando perdia por 5-1 (rotura num músculo gémeo) frente à suíça Laura Bao. Esta época, Rita Freitas leva 20 encontros ganhos e apenas esse “oficialmente” perdido. «A partir do 1-1 estávamos só a bater bolas», recordou a portuguesa, que já foi lesionada para Itália.

Laura Bao também foi tenista profissional, chegou a ser 355.ª WTA. Nos Masters Tour de seniores, a sua melhor classificação foi 11.ª, agora é a 66.ª. Este é também o seu quarto Mundial Individual e a final de 2026 é o seu melhor resultado, vindo sempre a melhorar: 2.ª ronda em 2018 (+35), quartos de final em 2019 (+35) e meias-finais em 2022 (+40).

Fred Gil terá de jogar singulares amanhã, num torneio em que é o 1.º cabeça de série. O seu adversário nas meias-finais será também de nacionalidade suíça, Mohammed Fetov, que está a jogar apenas o seu segundo torneio do Masters Tour da World Tennis, depois de ter ganho um evento de veteranos de nível 700 em Lugano, em terra batida. Portanto, embora com pouca experiência neste circuito, está invencível, com 8 vitórias consecutivas. Nos seus tempos de tenista profissional, foi 883.º no ATP Tour (Fred Gil foi 62.º) e neste Masters Tour é o 203.º. Será um primeiro confronto entre ambos.

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
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