Nuno Borges depois de vencer no Estoril: «Esta semana não é para ser bonita, é para arranjar maneira de ganhar»
Nuno Borges venceu o jogador surpresa desta semana do Millennium Estoril Open, o brasileiro que chegou ao torneio para jogar pares, mas acabou por entrar no quadro principal de singulares Orlando Luz. Depois do encontro Borges analisou a vitória, falou da ronda que se segue e da vertente de pares que vai jogar ao lado do português Francisco Cabral.
PASSAR A PRIMEIRA RONDA
“Já sabia um bocado a qualidade do Orlando, mas nunca tinha jogado contra ele, obviamente que tinha a pressão toda do meu lado. A obrigação de jogar e ganhar era minha. Sabia que se tivesse um bom jogo tinha grandes hipóteses. Ele até foi capaz de ser o melhor jogador em campo, mas de certa maneira eu estava mais preparado par ao jogo, para rally mais longos que não aconteceram muito. Ele conseguiu-me dificultar muito a tarefa desde o inicio. O serviço ajudou-me a manter sempre bem posicionado e passar um bocado a batata quente para ele. Mas foi muito desafiante, já estava à espera de um desafio grande para o meu lado, achei que realmente da maneira que ele estava a jogar mereceu vencer as duas rondas do qualifying. Achei que ele se aguentou bem, mas muito feliz por ganhar”.
PRÓXIMA RONDA POSSIVELMENTE CONTRA WAWRINKA
“Vou fazer a minha rotina agora, relaxar um bocado. Esta semana é sempre muito stressante, sei que jogar bem tenho grandes hipóteses. Conheço muito bem todos os jogadores, vou à procura de fazer as minhas rotinas e jogar bem. Agora vou alongar um bocado, estar com os meus pais e a minha namorada, relaxar e não falar muito de ténis. Se por acaso tiver a ver um jogo, não o jogo dos meus adversários, porque corro o risco de me estar a visualizar em campo, acho que é importante nesta semana não estar a pensar demasiado. Preciso de estar fresco de cabeça, para depois em campo resolver os problemas. Esta semana não é para ser bonita, é para arranjar maneira de ganhar”.
VERTENTE DE PARES COM FRANCISCO CABRAL
“Jogar com o Cabral trás sempre boas memórias daquele primeiro ano. Acho que até entramos com um wild card, foi mesmo roubar o torneio de repente. Tentar vivê-lo como essa primeira vez, os anos são diferentes mas é tentar trazer um bocado esse ténis de volta. Estávamos muito entusiasmado e positivos, é tentar trazer essas sensações. Apesar de não ter jogado muitas vezes pares com o Francisco, é sem dúvida o jogador com que me sinto mais confortável”.
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