Ljubičić, após o fracasso francês em Wimbledon: «Não é nenhuma surpresa, este é o nosso níve»

Por Rodrigo Caldeira - July 18, 2026
Ivan-Ljubicic

O ténis francês voltou a ficar longe dos lugares de destaque em Wimbledon, uma realidade que Ivan Ljubičić considera perfeitamente coerente com o nível atual dos jogadores do país. O diretor de alto rendimento da Federação Francesa de Ténis (FFT) afirmou que “não há qualquer surpresa” perante as eliminações dos representantes franceses e sublinhou que “não ficou em estado de choque” com o desfecho do torneio.

Em declarações publicadas pelo jornal francês L’Équipe, Ljubičić deixou claro que “o resultado não foi bom, mas também não foi inesperado”. O antigo número três do mundo afirmou que “temos de aceitar onde estamos” e recordou que, neste momento, a França não dispõe de vários jogadores capazes de lutar regularmente pelas fases finais de um torneio do Grand Slam. Nesse sentido, insistiu que esperar um cenário completamente diferente não seria realista.

O responsável pelo alto rendimento reconheceu que a Federação ambiciona resultados muito melhores, mas defendeu que a análise deve ser feita com objetividade.

“Queremos melhores resultados, naturalmente”, explicou, acrescentando, porém, que “não podemos criar expectativas afastadas da realidade”.

Para Ljubičić, “o nível atual é o que é e temos de trabalhar para o elevar”, em vez de procurar explicações precipitadas após cada torneio.

O croata fez ainda questão de destacar o futuro do ténis francês.

“Continuamos a acreditar no nosso projeto”, afirmou, mostrando-se convicto de que o trabalho desenvolvido com as novas gerações acabará por dar frutos.

Além disso, garantiu que “a formação de jogadores exige tempo” e que “não existem atalhos para criar campeões”.

Ljubičić deixou também palavras de confiança para os jovens talentos que lideram a renovação do ténis francês. Sobre Arthur Fils, destacou que “tem um potencial enorme” e recordou que “é um jogador que os melhores terão cada vez mais de respeitar”. Ainda assim, deixou um aviso de prudência, sublinhando que “o talento, por si só, não garante resultados” e que “é a consistência que faz a diferença no circuito”.

Longe de dramatizar o fraco desempenho francês em Wimbledon, Ljubičić insistiu que “não vale a pena entrar em pânico”.

Segundo explicou, “o objetivo continua a ser formar jogadores capazes de lutar pelos grandes títulos”, embora reconheça que “esse processo exige paciência”.

O dirigente concluiu afirmando que “só o trabalho diário permitirá à França voltar a assumir um papel de destaque nos torneios do Grand Slam”, deixando claro que a reconstrução do ténis francês será um projeto de longo prazo e não uma solução imediata.

Apaixonado por desporto no geral, o ténis teve sempre presente no topo da hierarquia. Mas foi precisamente depois de assistir à épica meia-final de Wimbledon em 2019 entre Roger Federer e Rafael Nadal, que me apaixonei e comecei a acompanhar de perto este fabuloso desporto. Atualmente a estudar Ciências da Comunicação na Universidade Autónoma de Lisboa.
Bola Amarela
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