Djokovic continua ambicioso: «Posso sempre ser melhor do que ontem»

Por José Morgado - July 18, 2026
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Novak Djokovic já virou definitivamente a página de Wimbledon e tem os olhos postos na temporada norte-americana de piso duro. O sérvio, de 39 anos, encontra-se em Nova Iorque para promover o seu documentário, mas aproveitou a passagem pelos Estados Unidos para reforçar que continua determinado em lutar pelos maiores títulos, apesar das crescentes limitações físicas.

Consciente de que o tempo não perdoa, o antigo número um mundial admitiu que a recuperação já não é a mesma, recordando o desgaste acumulado nas meias-finais de Wimbledon, depois da maratona de cinco horas e 15 minutos frente a Félix Auger-Aliassime nos quartos de final. “Penso em jogar um grande ténis. Se eu não pensar na idade, há sempre alguém que ma lembra. E, quando ninguém o faz, é o meu corpo que mo recorda. Tento aproveitar cada pequena percentagem de energia para continuar a competir ao mais alto nível contra jogadores muito mais jovens.”

Djokovic reconheceu ainda que o físico exige hoje uma gestão muito mais cuidada. “O corpo responde de forma diferente. São mais de 20 anos ao mais alto nível e esse desgaste faz-se sentir. Demoro mais tempo a recuperar. Depois dos quartos de final em Wimbledon não consegui recuperar totalmente para as meias-finais, embora isso não retire mérito ao Sinner.”

Apesar disso, o sérvio mantém intacta a motivação para atacar o US Open, torneio que já conquistou por quatro vezes. “O que mais espero é competir ao mais alto nível. O meu maior adversário, como sempre, sou eu próprio.”

Djokovic destacou ainda a ligação especial que sente com o público nova-iorquino e explicou porque continua a competir. “Uma das principais razões pelas quais continuo a jogar é a energia dos adeptos e o respeito que tenho recebido em todo o mundo. Isso significa muito para mim.”

Por fim, deixou claro que a ambição permanece inalterável. “Sinto que tenho sempre algo a provar. Antes de mais, a mim próprio. Posso sempre ser melhor do que ontem.”

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
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