Struff rende-se a Sinner: «Se falhas uma ou duas bolas, ele está logo lá»

Por Rodrigo Caldeira - July 8, 2026
Struff

Jan-Lennard Struff despediu-se de Wimbledon 2026 com a sensação de ter realizado uma boa exibição, mas também com a certeza de que defrontou um adversário que praticamente não dá qualquer margem de erro. Depois de perder frente a Jannik Sinner por 7-5, 7-6 (8-6) e 6-3, o experiente alemão elogiou a capacidade competitiva do número um do mundo e reconheceu que é essa consistência permanente que faz dele um jogador tão especial.

“Fiz um bom jogo, mas ele foi um pouco melhor nos momentos importantes”, resumiu Struff. O alemão recordou que entrou muito bem na partida, teve vários jogos equilibrados no serviço do adversário e chegou mesmo a recuperar de uma desvantagem de um break no segundo set, dispondo de uma bola de set. Ainda assim, Sinner voltou a responder precisamente quando mais precisava.

Foi precisamente essa capacidade de manter sempre o mesmo nível que mais impressionou Struff. Se falhas uma ou duas bolas, ele está logo lá. É isso que o torna tão bom”, explicou. O alemão confessou que manter a concentração durante tanto tempo é extremamente difícil, porque o italiano “joga assim encontro após encontro”, obrigando os adversários a aproximarem-se da perfeição durante horas. Struff analisou também a chave do terceiro set, no qual a sua percentagem de primeiros serviços caiu drasticamente. “Preciso de servir muito bem contra ele. Se isso não acontecer, do fundo do court ele é demasiado consistente.”

Essa ligeira quebra foi suficiente para que Sinner encontrasse a abertura decisiva e fechasse o encontro em três sets. Apesar da derrota, Struff preferiu destacar o lado positivo de um torneio que considera um dos momentos mais marcantes da sua carreira. Alcançar os quartos de final de um Grand Slam aos 36 anos representa uma enorme recompensa, depois de uma temporada complicada. “É um sinal de que nunca devemos desistir. Todo o esforço vale a pena. Espero que este resultado me dê confiança para o que resta da temporada”, concluiu um jogador que, mesmo na derrota, deixou uma excelente imagem no All England Club.

Apaixonado por desporto no geral, o ténis teve sempre presente no topo da hierarquia. Mas foi precisamente depois de assistir à épica meia-final de Wimbledon em 2019 entre Roger Federer e Rafael Nadal, que me apaixonei e comecei a acompanhar de perto este fabuloso desporto. Atualmente a estudar Ciências da Comunicação na Universidade Autónoma de Lisboa.
Bola Amarela
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