Osaka confessa após exibição de gala: «Não sei por que razão estou tão confortável na relva este ano»
Naomi Osaka (atual 14.º, mas antiga líder do ranking WTA) fez uma das suas melhores exibições da última década para derrotar em dois sets a número um mundial Aryna Sabalenka e marcar presença nos quartos-de-final de Wimbledon pela primeira vez.
A quatro vezes campeã de Majors roçou a perfeição no Centre Court do All England Club e vingou os cinco desaires sofridos de forma consecutiva às mãos da tenista bielorrussa (três dos quais em 2026), que não caía antes dos ‘quartos’ de um Grand Slam desde Roland-Garros em 2022.
Em conferência de imprensa, a jogadora nipónica de 28 anos revelou a chave da vitória e apontou para a forma como foi conseguindo manobrar os momentos de maior adversidade e pressão ao longo destes últimos anos da carreira.
SEGREDO DO RESULTADO CONTRA SABALENKA
Do ponto de vista tático, não se pode ser demasiado conservador contra a Aryna. Somos duas jogadoras que batem na bola com muita potência. Da minha parte, não vou ficar a correr pelo court tentando forçá-la a cometer um erro. Só me posso concentrar nos meus pontos fortes. Tentei servir muito bem porque é relva e também tentei tomar a iniciativa nos pontos desde o início. Acho que isso funcionou muito bem hoje.
MELHORIAS DO JOGO NA RELVA
Diria que a minha relação com a relva e com Wimbledon não era das melhores quando eu era mais jovem. Não sei exatamente por que razão me sinto tão confortável na superfície este ano. Acho que fiz muitos exercícios com o Tomasz. A maioria deles nem era necessariamente na relva. Era mais sobre reconhecimento de padrões e coisas assim, para me sentir mais à vontade com o meu próprio jogo. Honestamente, acho que ao longo do ano ele me ajudou a sentir mais confortável com a movimentação e na definição da estratégia aquando dos jogos.
MUDANÇA DE MENTALIDADE
As pessoas à minha volta, mesmo aquelas que estão comigo há anos, tentaram me ajudar muito nesse sentido. Acho que isso aconteceu depois de Roma. Perdi para a Iga [Swiatek] de forma dura. Senti como se me tivesse a isolar de todos. Literalmente, peguei num avião e fui para casa. Não foi a atitude mais profissional. Não falei com a minha equipa. Senti muita vergonha do que fiz. Depois disso, disse para mim mesma: “Ei, estás a chegar aos 30, precisas de aproveitar o tempo que te resta”. Além disso, obviamente, o ténis é muito, muito importante para mim, mas tenho uma vida fora dele. Não posso dar ao ténis uma importância excessiva, mas sim valorizá-lo à minha maneira.
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