Tsitsipas responde a Badosa após as críticas: «Não lhe guardo qualquer ressentimento»

Por Rodrigo Caldeira - June 29, 2026

As declarações de Paula Badosa sobre a sua relação com Stefanos Tsitsipas, nas quais admitiu ter tido de ultrapassar “situações tóxicas”, não tardaram a merecer uma resposta. O tenista grego, longe de alimentar a polémica, optou por um tom conciliador numa entrevista concedida ao Matchpoint247, onde garantiu que não guarda qualquer ressentimento em relação à ex-namorada e aproveitou para fazer uma reflexão profunda sobre os momentos mais difíceis da sua carreira.

“Desejo-lhe o melhor, tanto na carreira como na vida pessoal. Sempre admirei muito o seu ténis e também a sua personalidade dentro do court. Acho que ainda tem muito para oferecer”, afirmou Tsitsipas.

O grego recordou ainda as dificuldades que Badosa enfrentou devido às lesões: “Sei que passou por momentos muito duros, sobretudo por causa da gravidade da sua lesão. Não é nada fácil lidar com algo assim quando se compete ao mais alto nível. Acho que é uma boa pessoa e espero sinceramente que possamos manter uma relação normal dentro do circuito”, declarou.

Questionado diretamente sobre as críticas da tenista espanhola, Tsitsipas recusou alimentar a polémica. “Não me envolvi muito nisso. Limito-me a tentar jogar o melhor ténis possível. Haverá sempre pessoas com determinadas opiniões, mas não guardo ressentimento a ninguém. Não tenho razões para odiar ninguém. Os meus pais educaram-me com determinados valores e continuo a tentar viver de acordo com eles”, explicou.

Para além dessa resposta, o grego surpreendeu com uma sincera autocrítica sobre a forma como reagiu nos momentos mais difíceis da sua carreira. “Passei por fases complicadas e cheguei a perder-me a mim próprio. Houve coisas que disse em court que não eram próprias de mim. Aquele não era o Stefanos. Faz-me sentir muito mal quando me vejo a agir dessa forma”, confessou.

Tsitsipas garantiu ainda que a sua principal prioridade passa agora por encontrar estabilidade emocional. “Preciso de paz e tranquilidade na minha vida. É isso que mais procuro neste momento”, concluiu o grego, que chega a Wimbledon 2026 sem grandes expectativas e com a necessidade de descobrir o rumo que pretende dar tanto à sua carreira profissional como à sua vida pessoal.

Apaixonado por desporto no geral, o ténis teve sempre presente no topo da hierarquia. Mas foi precisamente depois de assistir à épica meia-final de Wimbledon em 2019 entre Roger Federer e Rafael Nadal, que me apaixonei e comecei a acompanhar de perto este fabuloso desporto. Atualmente a estudar Ciências da Comunicação na Universidade Autónoma de Lisboa.
Bola Amarela
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