Venus Williams: «Quando Serena deixou de jogar, continuava a ser a melhor do mundo»

Por Rodrigo Caldeira - June 25, 2026

Aos 46 anos e depois de ultrapassar um dos períodos mais difíceis da sua carreira, Venus Williams está preparada para regressar ao palco onde construiu grande parte da sua lenda. A norte-americana disputará The Championships, Wimbledon pela 25.ª vez, formando dupla com a sua irmã, Serena Williams, no torneio de pares graças a um wildcard.

Numa entrevista concedida à revista Grazia, a cinco vezes campeã individual em Wimbledon fala sem filtros sobre o seu regresso, o exigente caminho percorrido nos últimos meses e a filosofia que lhe permitiu manter-se ao mais alto nível durante mais de três décadas.

FRACASSO COMO PARTE DO SUCESSO 

“Hoje penso menos na ambição e mais em ter um objetivo, um sonho, trabalhar arduamente e ultrapassar todas as dificuldades e fracassos que surgem pelo caminho até alcançar a meta.”

“Roger Federer venceu aproximadamente 53% de todos os pontos que disputou ao longo da carreira. Estamos a falar de alguém que conquistou mais de vinte títulos do Grand Slam e que ganhou pouco mais de metade dos pontos que jogou. O fracasso é uma parte enorme do sucesso. Tudo depende da forma como o interpretamos. Há jogadores com um talento imenso cujo passado acaba por se transformar no seu futuro e também na sua prisão. Toda a gente vê as vitórias, mas só tu conheces a batalha e o caminho percorrido para lá chegar.”

PREPARAR WIMBLEDON 

“Quando fazes tudo isso, praticamente o dia inteiro desaparece. O mais incrível é que continuo a ter exatamente a mesma potência de antes. Os limites existem apenas na nossa mente.”

APOIO DE SERENA 

“Deixo sempre que tome as suas próprias decisões. Mesmo quando deixou de jogar da primeira vez, continuava a ser a melhor do mundo. E ainda tem o potencial e as capacidades para competir ao mais alto nível, se realmente quiser. Eu estou apenas aqui para a apoiar, observar o que acontece e ser a sua maior admiradora.”

Apaixonado por desporto no geral, o ténis teve sempre presente no topo da hierarquia. Mas foi precisamente depois de assistir à épica meia-final de Wimbledon em 2019 entre Roger Federer e Rafael Nadal, que me apaixonei e comecei a acompanhar de perto este fabuloso desporto. Atualmente a estudar Ciências da Comunicação na Universidade Autónoma de Lisboa.
Bola Amarela
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