Pai de Cerundolo enfrentou o medo de voar… para ver o filho vencer em Londres

Por José Morgado - June 22, 2026
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Durante 36 anos, Alejandro “Toto” Cerúndolo evitou voos de longa distância. Ex-tenista profissional, antigo treinador de nomes importantes do ténis argentino e homem habituado a viajar pelo mundo, carregava um medo que começou na infância, depois da tragédia dos Andes de 1972, e que foi alimentado por experiências traumáticas em aviões.

Por causa dessa fobia, nunca tinha conseguido assistir ao vivo a um torneio internacional dos filhos Francisco e Juan Manuel, nem da filha María Constanza. Até agora. Aos 66 anos, e depois de anos de tentativas falhadas, cursos, apoio psicológico e promessas adiadas, embarcou finalmente rumo a Londres ao lado da mulher, María Luz Rodríguez. “Os meus filhos já não acreditavam em mim, porque eu dizia que ia viajar e depois desistia”, confessou.

A viagem foi tudo menos tranquila. Escala em Frankfurt, ansiedade, medicação e uma corrida contra o relógio até Queen’s. Entraram no histórico court Andy Murray quando Francisco Cerúndolo vencia Tommy Paul por 3-2 no terceiro set da final. Minutos depois, assistiram ao momento que esperaram durante toda uma vida: o filho tornar-se no primeiro argentino campeão da história de Queen’s. “Valeu a pena enfrentar o medo e voar. O final pareceu um filme”, disse o pai, emocionado.

Cerundolo conquista maior título da carreira na relva do mítico Queen’s Club

Francisco também não escondeu o significado daquele momento: “Alinharam-se os planetas. Nunca tínhamos feito uma viagem de família para fora da Argentina. Quando os vi no meu canto depois do jogo, fiquei muito feliz por o meu pai ter conseguido vencer esse medo.”

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Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
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