Chwalinska sai orgulhosa: «Espero servir de inspiração para mais jogadoras fora do top 100»
A caminhada histórica de Maja Chwalinska terminou com o estatuto de vice-campeã de Roland Garros após ceder para Mirra Andreeva na grande final.
Apesar da derrota, o trajeto da polaca neste torneio não sai nem um pouco beliscado e, a própria, mostrou-se orgulhosa daquilo que fez, destacando ainda o desejo de inspirar mais jogadoras fora do top 100 mundial.
SENTIMENTO DE MISSÃO CUMPRIDA
Foram três semanas inesquecíveis para mim, um período maravilhoso. Nunca me vou esquecer destas três semanas, isso é certo. Hoje foi muito difícil, a Mirra foi claramente a melhor jogadora e mereceu ganhar, mas estou orgulhosa do meu esforço. Obviamente, dei tudo o que tinha e acho que posso estar orgulhosa de mim própria.
O QUE VAI MUDAR DAQUI PARA A FRENTE
Suponho que isso ainda está por ver. Vai ser diferente, de certeza, mas acredito e espero conseguir adaptar-me. Vou, sem dúvida, continuar a trabalhar arduamente, tal como tenho feito até agora. Vou dar tudo de mim para melhorar todos os dias e depois veremos quais serão os resultados. Estou muito grata por este momento, mas ele já faz parte do passado. Agora preciso de continuar focada no presente e dar o meu melhor para ser uma melhor jogadora a cada dia. Sinto que mantenho os pés bem assentes na terra, tenho pessoas muito boas à minha volta e sei quais são as minhas prioridades, por isso vou concentrar-me nelas.
TORNEIO ONDE SENTIA QUE… NÃO ESTAVA NO MELHOR NÍVEL
Honestamente, não senti que estivesse a jogar o meu melhor ténis, o que é um pouco estranho. Sinto que ganhei muita confiança porque nunca tinha jogado realmente contra jogadoras tão bem classificadas, foi a primeira vez que as enfrentei, por isso, sem dúvida, saio daqui muito mais confiante. Vou continuar a trabalhar tanto como até agora e vou dar tudo de mim para continuar a evoluir e tornar-me uma melhor jogadora. Conheço muitas grandes jogadoras que estão fora do top 100 e, hoje em dia, a diferença entre elas é muito pequena. Sinto que há muitos fatores que têm de encaixar. Há imensas jogadoras de grande qualidade e desejo-lhes o melhor. Espero que a minha história destes últimos dias tenha servido de inspiração para elas. Quem sabe, talvez as veja em breve no top 50.
TEMPO DE PARAR ATÉ WIMBLEDON
“Nos últimos anos tem-me custado jogar em relva, sinceramente, embora antes adorasse essa superfície. Sinto que consigo usar muito bem o toque de bola e os slices, desloco-me bastante bem em campo e consigo antecipar bem as jogadas. Além disso, a temporada de relva é sempre especial porque é muito curta. Vamos ver como corre, mas estou pronta para o desafio. Para já, não vou disputar mais nenhum torneio antes de Wimbledon, isso é certo. Preciso de algum tempo para recuperar energias. Aliás, já antes de Roland Garros dizia que precisava de férias depois do torneio. Na verdade, já ando há três semanas a pensar nisso, embora, obviamente, quisesse muito estar aqui. Preciso mesmo de recarregar baterias e, este ano, só vou jogar Wimbledon em relva.
ESPERA WILD CARD PARA WIMBLEDON?
Isso seria a notícia do século. Honestamente, não estou à espera que aconteça, mas logo se verá. Vou encará-lo como um desafio, porque é uma superfície diferente. Não tenho muito tempo para me preparar, mas vou dar tudo de mim e veremos o que acontece. Estou entusiasmada. A relva é sempre uma mudança agradável.
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