Fonseca rendido a Mensik: «Merece tudo de bom. É humilde e agradável»

Por José Morgado - June 3, 2026
Fonseca-Mensik

A caminhada de João Fonseca em Roland Garros chegou ao fim nos quartos de final, mas o brasileiro saiu de Paris com motivos mais do que suficientes para sorrir. Depois de uma campanha memorável que o colocou entre os oito melhores de um Grand Slam pela primeira vez na carreira, o jovem de 19 anos foi derrotado por Jakub Mensik, que venceu por 6-4, 6-3 e 7-6(3).

Apesar da desilusão do resultado, Fonseca mostrou-se satisfeito com tudo aquilo que conseguiu alcançar ao longo das últimas duas semanas na capital francesa. “Foi um encontro duro, mas uma semana muito positiva. Joguei bom ténis esta semana, vinha de uma pequena lesão e sem grandes expectativas para este torneio, e mesmo assim consegui fazer uma grande campanha.”

O brasileiro considera que a prestação em Paris lhe trouxe confiança adicional para o futuro. “Este torneio dá-me mais convicção e confiança para continuar. Também me ajuda a compreender um pouco melhor o meu corpo e os meus limites.”

Mesmo perante um Mensik muito inspirado, Fonseca recusou qualquer sentimento de frustração e destacou a forma como lutou até ao último ponto. No terceiro set, o brasileiro salvou seis pontos de encontro antes de acabar derrotado no tie-break. “Nesse momento só pensava em ganhar aquele jogo. Tentei dar tudo o que tinha dentro de mim e lutar até ao fim. Hoje foi o dia do Jakub, ele jogou muito bem.”

O número um brasileiro não poupou elogios ao checo, apontando o serviço e a capacidade para lidar com os momentos decisivos como fatores determinantes. “O serviço dele é incrível e controla muito bem os pontos importantes. Já ganhou um Masters 1000 e agora está nas meias-finais de um Grand Slam. Não tem medo, é corajoso.”“Tem um potencial enorme e desejo-lhe tudo de bom porque é uma pessoa humilde e agradável.”

Agora, Fonseca prepara-se para a temporada de relva, embora admita que o descanso será a prioridade imediata. “Gosto de jogar em relva e divirto-me muito nessa superfície. Agora vou descansar um pouco em casa, estar com a família e depois preparar o próximo momento da temporada.”

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
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