Zverev junta-se ao protesto: «O número 250 do mundo deve conseguir viver do ténis»
PARIS. FRANÇA. Alexander Zverev mostrou-se recuperado dos problemas físicos que o afastaram do ATP 500 de Hamburgo e aproveitou o Media Day de Roland Garros para apoiar publicamente o movimento dos jogadores que exige mudanças na distribuição de receitas e melhores condições para os atletas fora da elite mundial.
O alemão, atual número três do ranking ATP, aderiu também ao protesto que limitou as conferências de imprensa a 15 minutos e deixou claro que as reivindicações vão muito além dos prémios monetários dos principais jogadores. “Não sou eu quem está a liderar isto, mas estou muito feliz por me juntar à iniciativa porque acredito que tem de existir mais justiça para os jogadores”, afirmou.
Zverev defendeu que o objetivo passa por criar condições para que os tenistas posicionados mais abaixo no ranking consigam viver da modalidade. “Tem de existir uma situação em que possamos dizer que o número 250 do mundo consegue viver do ténis”, sublinhou.
O alemão lamentou que muitos atletas de elevado nível continuem a enfrentar dificuldades financeiras. “Há jogadores que estão entre os 200 melhores do mundo, são tenistas excecionais, e mesmo assim mal conseguem viver do ténis ou até perdem dinheiro”, destacou.
Antes de abordar o tema do protesto, Zverev falou sobre os problemas nas costas que o condicionaram nas últimas semanas. O alemão revelou que as dores começaram ainda em 2025 e explicou que voltou a recorrer ao médico alemão Hans-Wilhelm Müller-Wohlfahrt, conhecido por tratar vários atletas de elite. “Depois de Roma fui vê-lo novamente. Fiz mais dois tratamentos e, sinceramente, sinto-me incrível”, garantiu.
Confiante para a estreia em Paris, Zverev acredita que está finalmente em condições de competir ao mais alto nível. “Sinto-me bem. Estou pronto para competir e espero demonstrá-lo em court já no domingo”, concluiu.
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