Não senti que me faltasse nada, acho que foi mais uma questão de nervos. Quando tens tantas oportunidades, não é uma questão de jogo, porque o teu jogo está lá, estás a criar essas oportunidades. Trata-se simplesmente de melhorar nesses pontos. Acho que, como já disse, fui demasiado passiva. Em alguns pontos tive azar no primeiro set, falhei um par de bolas… Ela elevou o nível. Em muitos outros momentos, acho que simplesmente não bati suficientemente bem na bola.
SATISFEITO COM A PRESTAÇÃO
Obviamente tive alguns jogos complicados nas primeiras rondas, por isso estou satisfeita por ter chegado à final. Agora é imediatamente dececionante, porque lembro-me de que no ano passado, na final, estava cansada da meia-final. Este ano senti que comecei bem, mas sempre que tinha uma oportunidade acabava por jogar mal. Para mim, é mais uma questão mental da qual tenho de aprender. Não acho que seja um bloqueio. Acho que hoje foi um daqueles jogos em que tens imensas oportunidades de break e simplesmente não as concretizas. Tenho de aprender com isto para a próxima vez, porque vou voltar a estar nesta situação.
VEM AÍ ROLAND GARROS
Há muitas coisas positivas que posso retirar deste torneio e muito para aprender. Tenho a certeza de que a pressão vai estar presente. Acho que esta semana experimentei todos os altos e baixos de um torneio que te pode levar a um Grand Slam: estive em desvantagem no marcador, estive a ganhar, deixei escapar a vantagem, estive numa final, tive match points… Acho que passei por todos os cenários que me podem preparar para Roland Garros. Espero conseguir aprender com cada situação e melhorar.
O QUE MUDAR PARA ROLAND GARROS
Acho que não se trata necessariamente de ser mais ofensiva só porque recebo bolas curtas. Trata-se de aproveitar melhor essas bolas curtas, de ter um plano mais claro sobre o que fazer com elas. Hoje recebi muitas bolas curtas e simplesmente não fiz nada com elas.