Vondrousova arrisca suspensão de quatro anos por não ter aberto a porta a controlo antidoping

Por Pedro Gonçalo Pinto - April 18, 2026
vondrousova wimbledon24
Jonathan Nackstrand/AELTC/Wimbledon

Marketa Vondrousova está a atravessar um momento especialmente delicado e corre o risco de ser suspensa até quatro anos devido a uma potencial violão dos regulamentos antidoping. A antiga campeã de Wimbledon e medalha de prata nos Jogos Olímpicos não abriu a porta a um oficial de controlo antidopagem, que pretendia realizar um teste fora de horas, algo que se pode enquadrar num duro castigo.

“É muito difícil para mim falar sobre isto, mas quero ser transparente convosco sobre a minha saúde mental. O recente incidente no controlo antidoping aconteceu porque cheguei a um ponto de rutura após meses de stress psíquico e mental. Durante muito tempo, tive de lidar com lesões, pressão constante e problemas de sono que me deixaram exausta e frágil. Isso desgastou-me lentamente mais do que provavelmente me apercebi na altura”, começou por partilhar no Instagram.

“Além disso, anos de mensagens de ódio e ameaças afetaram a segurança que sinto no meu próprio espaço. Quando alguém tocou à minha porta a altas horas da noite sem se identificar devidamente ou seguir o protocolo, reagi como uma pessoa que se sentia assustada. Naquele momento, o que estava em causa era sentir-me segura, não era evitar nada”, acrescentou.

Mas Vondrousova não ficou por aqui e lembrou o que aconteceu com a sua compatriota Petra Kvitova, que foi atacada em casa, em 2016. “Os peritos confirmaram que sofri uma Reação Aguda ao Stress e uma Perturbação de Ansiedade Generalizada. Naquele momento, o medo toldou o meu discernimento e não consegui processar a situação de forma racional. Depois do que aconteceu com a Petra, não aceitamos estranhos à nossa porta de ânimo leve”, sublinhou.

Enquanto vai estando fora da competição também devido a lesão, Vondrousova terá agora de ver o seu caso ser resolvido em tribunal, acreditando que todas as explicações a vão ilibar de um castigo. “Estou a tentar encontrar lentamente o meu caminho de volta – tanto dentro como fora do campo. O ténis sempre foi o meu mundo, mas neste momento também me estou a concentrar na cura e em ultrapassar isto da melhor forma possível. Ainda estou a trabalhar para limpar o meu nome, mas, ao mesmo tempo, tenho de cuidar de mim. Obrigada ao meu namorado, à minha família e a todos os que me apoiaram. Significa mais do que posso explicar. Por agora, estou a tirar algum tempo para respirar e recuperar, finalizou.

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O ténis entrou na minha vida no momento em que comecei a jogar aos 7 anos. E a ligação com o jornalismo chegou no momento em que, ainda no primeiro ano de faculdade, me juntei ao Bola Amarela. O caminho seguiu com quase nove anos no Jornal Record, com o qual continuo a colaborar mesmo depois de sair no início de 2022, num percurso que teve um Mundial de futebol e vários Europeus. Um ano antes, deu-se o regresso ao Bola Amarela, sendo que sou comentador - de ténis, claro está - na Sport TV desde 2016. Jornalismo e ténis. Sempre juntos. Email: pedropinto@bolamarela.pt
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