Alcaraz aconselha Fonseca: «Falha bolas fáceis porque não toma a decisão certa»

Por José Morgado - March 21, 2026
Alcaraz-Fonseca

Carlos Alcaraz iniciou a sua caminhada no Miami Open 2026 com uma vitória convincente frente a João Fonseca, num encontro marcado por uma atmosfera vibrante e amplamente favorável ao brasileiro. O número um do mundo mostrou toda a sua qualidade tática e mental para superar não só o adversário, mas também o entusiasmo da bancada.

No final, o espanhol fez questão de esclarecer a sua leitura do ambiente: “Não diria que o público estava contra mim, simplesmente apoiava o João. Foram bastante respeitadores durante quase todo o encontro”. Ainda assim, admitiu ter desfrutado do momento: “Foi fantástico jogar com este ambiente, numa segunda ronda de um Masters 1000. Não queria silenciar ninguém, apenas focar-me no meu jogo”.

Alcaraz destacou também o perigo constante representado por Fonseca: “Senti que ele pode fazer winners de qualquer lado. Isso surpreendeu-me, porque há bolas em que normalmente consigo continuar o ponto, mas contra ele é diferente”. Apesar dos elogios, deixou um conselho importante ao jovem brasileiro: “Diria que precisa de aprender a escolher melhor os golpes. Às vezes falha bolas fáceis porque não toma a decisão certa”.

O espanhol mostrou confiança na evolução do adversário: “Jogar contra os melhores vai dar-lhe o feedback necessário. Tenho a certeza de que vai melhorar muito em breve”. E recordou a sua própria experiência: “Quando enfrentei Nadal no início, isso ajudou-me imenso a perceber no que precisava de trabalhar”.

Houve ainda espaço para falar de inspiração fora do ténis, depois de assistir à exibição de Luka Doncic: “Admiro muito o que ele faz. Talvez tenha aproveitado um pouco dessa magia”, disse, sorridente.

Por fim, explicou um gesto habitual dentro de campo: “Deixar os outros passar primeiro? É só ser educado. Faço isso dentro e fora do court”.

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com
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