Medvedev está preso no Dubai e Rune passa dias difíceis: «Não sei quando vou sair daqui»

Por José Morgado - Março 1, 2026

O Médio Oriente voltou a mergulhar num clima de forte instabilidade após ataques aéreos conjuntos dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, a 28 de fevereiro, seguidos por uma retaliação de Teerão com mísseis e drones dirigidos a vários países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Bahrein e Jordânia. As sirenes soaram, o espaço aéreo foi ajustado e vários voos acabaram suspensos, afetando também jogadores do circuito profissional de ténis.

Entre eles está Holger Rune, que se encontra no Qatar a recuperar de uma lesão no tendão de Aquiles contraída no Stockholm Open de 2025. O dinamarquês de 22 anos procurou tranquilizar os seguidores ao escrever na rede social X: “Doha hoje. Estamos todos seguros.”

A mãe, Aneke Rune, descreveu momentos de tensão ao jornal dinamarquês BT: “É um pouco selvagem. Tivemos quatro ataques de mísseis sobre nós hoje. Todos foram intercetados.” E acrescentou: “A maioria do som parecia bombas ou trovões… Conseguimos ver as faixas brancas no céu e a detonação subsequente.” Apesar do susto, garantiu: “Sentimo-nos razoavelmente seguros. Temos um voo amanhã para Los Angeles, mas não sei se algum avião está a sair de Doha.”

Também Daniil Medvedev ficou retido no Dubai, com a sua equipa a tentar assegurar a saída a tempo do Masters 1000 de Indian Wells, onde já tem entrada direta na segunda ronda. “É esperar um dia de cada vez, uma hora de cada vez. Não sei quando vou sair daqui…”

Por sua vez, Alexander Bublik relatou a incerteza vivida durante a viagem: “Estávamos a voar de Dubai, a pensar: ‘Se Deus quiser, teremos um voo tranquilo.’” E concluiu: “Tínhamos acabado de sair do espaço aéreo iraniano quando abri as notícias e vi isto.”

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Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com