Stefanos Tsitsipas confessa o motivo pelo qual nunca jogou na América do Sul

Por Rodrigo Caldeira - Fevereiro 27, 2026

O grego Stefanos Tsitsipas, que nunca viajou para disputar os torneios da digressão sul-americana de fevereiro, revelou qual é o motivo dessa decisão. E a razão não é outra senão o dinheiro, de forma clara e direta. Se Tsitsipas nunca esteve em Buenos Aires, no Rio de Janeiro ou em Santiago do Chile, foi porque esses torneios nunca lhe ofereceram os valores que esperava ou, pelo menos, não conseguiram igualar as quantias que lhe eram propostas noutras partes do mundo.

Numa entrevista recente à CLAY, o helénico explicou em detalhe quais são os seus princípios na hora de escolher as paragens do calendário, sendo o fator financeiro aquele que normalmente tem mais peso em caso de dúvida.

JOGAR NA AMÉRICA DO SUL

“Na verdade, nunca recebi boas propostas para ir jogar essa digressão. Quando a diferença financeira é tão grande, não temos outra opção senão apostar naquilo que pode sustentar a nossa carreira. Gostava muito de jogar lá, claro, sempre foi um sonho visitar a América do Sul. Ouvi muitas vezes coisas maravilhosas sobre essa parte do mundo”

PONTO DE VISTA ECONÓMICO 

“Tenho de ser sincero e honesto: do ponto de vista económico, creio que é compreensível que escolha outros destinos quando chega o mês de fevereiro, em vez dos torneios da América do Sul. Suponho que todos os jogadores no balneário escolhem os seus torneios com base nessas garantias; é assim que o ténis funciona”

DIFERENÇA ENTRE AMÉRICA DO SUL E MÉDIO ORIENTE

“A América do Sul nunca me ofereceu condições suficientemente boas para considerar seriamente essa opção. O Médio Oriente sempre foi muito melhor para mim em termos de valores e projeção. Além disso, há a temporada europeia em pavilhão, que também me proporcionou fortes incentivos financeiros. No final, é isso que faz a diferença”

Apaixonado por desporto no geral, o ténis teve sempre presente no topo da hierarquia. Mas foi precisamente depois de assistir à épica meia-final de Wimbledon em 2019 entre Roger Federer e Rafael Nadal, que me apaixonei e comecei a acompanhar de perto este fabuloso desporto. Atualmente a estudar Ciências da Comunicação na Universidade Autónoma de Lisboa.