Mirra Andreeva (7º) teve esta semana a missão de defender o título no WTA 1000 de Dubai, mas que saiu em vão, tendo perdido nos quartos de final frente a Amanda Anisimova (6º). Mirra admitiu que o Dubai é um palco onde estar a viver momentos de grande pressão depois da excelente série de resultados que alcançou nesta digressão na época passada.
Nem sempre temos noção de quão difícil é ter 18 anos e ocupar a posição que Andreeva ocupa atualmente. Muito poucas tenistas podem dizer que chegaram tão longe com essa idade, mas os adeptos querem sempre mais. Ela também, embora por vezes, se esqueça de quão incrivelmente jovem é.
CENTRO DAS ATENÇÕES DESDE MUITO JOVEM
“Gosto da atenção das pessoas, dos meios de comunicação social, sinto-me especial quando chego a um hotel e vejo a minha cara exposta. É agradável ver estas coisas, não importa quantas vezes aconteça. Isso também me dá mais motivação para tentar jogar bem em cada torneio a que vou ou quando procuro defender um título, para garantir que a minha cara estará no cartaz quando a competição regressar na época seguinte. Aqui no WTA 1000 de Dubai, por exemplo, foi muito agradável ver isso.”
DEFENDER A COROA NO DUBAI
“Antes de chegar aqui, depois de Doha, pensei que iria sentir imensa pressão por ter de defender este título pela primeira vez. Era a primeira vez que enfrentava um torneio como campeã em título. No entanto, agora tudo o que sinto é entusiasmo. Não sei porquê, quero encarar tudo quase como se fosse uma surpresa. Acho que esta será a mesma sensação que terei em Indian Wells dentro de algumas semanas.”
PRESSÃO DE DEFENDER UM TITULO
“No fundo, é uma questão de tempo: tens de aprender a lidar com a pressão quando te cabe defender um título. Se queres ganhar torneios e ser uma grande jogadora, ou até número um do mundo, não vais vencer todos os torneios e depois voltar a defendê-los com sucesso. É uma sensação comum de viver. Acho que, assim que compreendi isso, todas as outras coisas começaram a tornar-se mais fáceis.”
SOFRER COM AS EXPECTATIVAS
“Depois do Dubai e de Indian Wells foi bastante difícil ir para o Miami Open, também porque não tive muito tempo para treinar lá. As pessoas esperavam que eu também ganhasse em Miami, mas o que estava ao meu alcance era apenas dar o meu melhor. Não posso prometer nada, mas havia quem esperasse que eu vencesse todos os torneios em que participasse. Nunca tinha vivido algo assim na minha carreira, mas agora já sei como é essa sensação. Suponho que tenha sido uma das lições pelas quais é preciso passar para evoluir como jogadora.”
PÉS ASSENTES NA TERRA COM 18 ANOS
“Às vezes esqueço-me de que ainda tenho 18 anos. Quando me lembro disso, de repente penso: por que razão estou tão stressada? Tenho apenas 18 anos, tenho toda a carreira pela frente. Por vezes, recordar isto torna as coisas mais fáceis.”