Sinner reconhece a sua mini crise: «Estou num pequeno momento de quebra»

Por Rodrigo Caldeira - Fevereiro 20, 2026

Poucos esperavam ver Jannik Sinner (2º) a perder frente a Jakub Mensik (16º) nos quartos de final do ATP de Doha e há quem já fale numa pequena crise no seu ténis. Com os grandes campeões, depois de um par de maus resultados, tudo é sempre amplificado, mas o italiano mantém-se tranquilo apesar deste pequeno momento menos positivo que atravessa atualmente.

Após a sua eliminação em Doha diante de Mensik, Sinner analisou com serenidade uma derrota marcada por detalhes e por um início complicado no terceiro set. O italiano reconheceu o elevado nível de serviço do adversário, assumiu erros pontuais em momentos chave e admitiu que não esteve totalmente lúcido em determinadas decisões.

DERRROTA FRENTE A MENSIK 

“No primeiro set ele serviu muito bem, colocou quase 90% de primeiros serviços dentro. Era difícil responder ao serviço e, no terceiro set, sofri um break muito duro. Cometi alguns erros a mais, mas isso pode acontecer: estou um pouco descontente com a forma como geri alguns momentos, embora seja algo que pode suceder. Indian Wells será o próximo compromisso e vamos focar-nos nisso depois de um par de dias de descanso. Temos duas semanas para trabalhar, também a nível físico.”

“Talvez tenha tomado duas ou três decisões erradas, não estive totalmente lúcido, mas isso pode acontecer. Comecei mal o terceiro set, que talvez tenha sido o momento chave. Aí cometi alguns erros. Sofri esse break e depois não servi particularmente bem. Mensik fez um tie-break excelente; talvez pudesse ter gerido melhor o jogo do 4-3, mas é fácil falar depois do encontro. Estou tranquilo neste momento, sei o que tenho de fazer para voltar ao meu melhor. Há fases pelas quais tenho de passar. Isto é algo por que todos os tenistas já passaram. Espero dar a volta o mais rapidamente possível.”

ALTOS E BAIXOS NA CARREIRA 

“Cada jogador enfrenta altos e baixos. Tive dois anos incríveis e agora estou num pequeno momento menos positivo, mas não é algo que me preocupe. Sei que posso jogar um ténis melhor, embora Jakub tenha jogado e servido muito bem. No nosso trabalho todos temos oscilações, não estou preocupado. Tentamos melhorar em cada torneio que disputo. Gostaria de chegar o mais longe possível, mas é normal atravessar momentos difíceis. Já passei por fases ainda mais complicadas no passado. Sei como regressar ao meu melhor nível. Estou muito tranquilo e tenho a certeza de que o trabalho dará frutos, os resultados vão aparecer. Talvez não em Indian Wells nem em Miami, mas o trabalho acabará por compensar. Não se passa nada de grave.”

GRANDE OBJETIVO DO ANO 

“Um dos meus grandes objetivos será Roland Garros, mas essa meta ainda está distante. Já vimos que todos os jogadores sofreram ao longo das suas carreiras, embora eu ainda não chame a isto “sofrer”; simplesmente perdi um par de encontros. Também devo lembrar-me do que fiz nos últimos três anos, nos quais ganhei muitíssimos jogos e perdi poucos. A confiança para jogar bom ténis está lá.”

“Indian Wells costuma ser um torneio que me cria algumas dificuldades, veremos o que acontece lá, enquanto em Miami Open tenho jogado sempre bem. Depois começará a temporada de terra batida. Estou a tentar acrescentar um par de aspetos novos ao meu jogo. Hoje não funcionaram tão bem como gostaria, mas nem todos os dias são iguais.”

O SEU ESTADO FÍSICO 

“Hoje não sofri com a humidade. Tive algum problema depois do Australian Open, mas agora volto a sentir-me bastante bem. Estamos a trabalhar a componente física. Agora temos duas semanas em que podemos treinar bem e “recarregar baterias” para os próximos torneios. Estou a tentar encontrar um bom equilíbrio, já que na Austrália estive um pouco apagado. Neste encontro tentei forçar um pouco mais, mas também aqui tenho de encontrar o balanço certo. No geral, está tudo bem e não estou preocupado.”

Apaixonado por desporto no geral, o ténis teve sempre presente no topo da hierarquia. Mas foi precisamente depois de assistir à épica meia-final de Wimbledon em 2019 entre Roger Federer e Rafael Nadal, que me apaixonei e comecei a acompanhar de perto este fabuloso desporto. Atualmente a estudar Ciências da Comunicação na Universidade Autónoma de Lisboa.