Rybakina: «Sempre acreditei que poderia voltar a ganhar um Slam»

Por José Morgado - Janeiro 31, 2026

Elena Rybakina voltou a provar que pertence à elite do ténis mundial ao conquistar o Open da Austrália 2026, o segundo Grand Slam da sua carreira. A tenista cazaque, que será número 3 do mundo na próxima atualização do ranking WTA, derrotou Aryna Sabalenka numa final intensa em Melbourne, coroando um percurso marcado pela resiliência e confiança no seu trabalho.

É uma conquista incrível. Estou super feliz e orgulhosa, começou por dizer Rybakina em conferência de imprensa. Foi uma batalha muito dura. Não esperava conseguir dar a volta, porque a Aryna é uma adversária fortíssima. Mas sabia que, se tivesse oportunidades, teria de arriscar e ir a fundo, sem esperar pelos erros dela.”

A campeã destacou ainda a forma como abordou tacticamente o encontro: Ela estava a servir muito bem, até o segundo serviço era quase como o primeiro. Por isso, quando liderava os pontos, tentei ser agressiva e não entrar em trocas longas.”

Rybakina fez questão de valorizar o papel do seu treinador, Stefano Vukov, e de toda a equipa. Ganhámos muitos títulos juntos. Tivemos altos e baixos na pré-temporada e até no início do ano, mas preparámo-nos bem. Estou muito grata pelo apoio que me deram”, afirmou.

Sobre a rivalidade com Iga Swiatek e Aryna Sabalenka, foi clara:São rivais duríssimas, muito consistentes. Fico feliz por voltar a este nível e espero manter esta estabilidade ao longo da época.”

Questionada sobre eventuais dúvidas quanto ao seu nível, respondeu sem hesitar: “Sempre acreditei que podia voltar. Todos temos fases difíceis, mas tudo se resume ao trabalho e à confiança que se ganha com grandes vitórias.”

Por fim, comparou este título com Wimbledon:Em Wimbledon estava muito mais nervosa, quase não dormia. Aqui foi diferente. Dormi bem e estava mais tranquila. Como diz o meu treinador: se perderes, jogas outra vez na semana seguinte. Ainda há muitos Grand Slams pela frente.”

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Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com