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Keys: «É melhor perder e continuar a ser a campeã em título»
Não haverá repetição do conto de fadas para Madison Keys (9º) neste Open da Austrália. A campeã deixará de o ser no final desta semana, depois de cair nos oitavos de final. Ainda assim, as suas reflexões na conferência de imprensa não podiam ser mais acertadas.
Viu-se-a tão tranquila que até parecia estar um pouco satisfeita por ter sido Jessica Pegula (6º) a jogadora que travou o seu percurso neste Open da Austrália 2026. Madison Keys mostrou maturidade no encontro com a imprensa, sabendo valorizar todo o seu percurso nos últimos doze meses e transmitindo a motivação que sente para continuar a evoluir aos 30 anos.
DERROTA FRENTE A PEGULA
“Obviamente, não era a forma como queria que as coisas terminassem aqui, mas continuo muito orgulhosa de mim mesma. Acho que voltar aqui como campeã em título, lidar com este tipo de pressão e com nervosismo extra, é algo que me faz sentir muito orgulhosa pela forma como consegui gerir tudo. Hoje foi simplesmente um daqueles dias em que a Jessica esteve melhor, por isso posso sair de cabeça erguida.”
MÉRITO DA ADVERSÁRIA
“Ela fez um grande trabalho desde o início, esteve a ditar os pontos. Da minha parte, sentia que, se não batia uma boa bola logo de imediato, ela entrava rapidamente para dominar o ponto. Via-me a lutar para recuperar esse controlo; talvez no segundo set tenha estado mais perto de lhe quebrar o serviço, mas cometi erros fáceis e não soube competir bem nos momentos importantes.”
TRANQUILA COM O SEU DESEMPENHO
“Estou orgulhosa de mim por ter sido muito lúcida e por tentar resolver os problemas. No geral, houve muitos aspetos positivos a retirar deste torneio, muitos progressos. Estive aberta a experimentar coisas novas, a tentar implementar alguns aspetos em que vínhamos a trabalhar, embora isso nem sempre seja fácil. Especialmente aqui, onde tinha essa camada extra de pressão por regressar como campeã. Por tudo isto, estou extremamente orgulhosa. Agora é voltar aos treinos e continuar a melhorar alguns aspetos, tenho 11 meses para os implementar.”
O JOGO DO PONTO DE VISTA TÁTICO
“A Jessica tinha a sua tática muito clara: procurava sempre ganhar vantagem cedo no ponto para depois ter o controlo total. Quando jogamos uma contra a outra, há sempre esse jogo de ver quem se adianta primeiro e quem consegue manter essa vantagem, mas desta vez ela foi melhor. Obviamente, não é algo que aconteça muitas vezes, mas no passado houve momentos em que teria feito melhor se tivesse prolongado um pouco mais as trocas de bola. Hoje, com essas bolas mais precoces, acho que não estive suficientemente bem.”
ELIMINAÇÃO NA AUSTRÁLIA
“Sente-se muito melhor perder e continuar a ser campeã em título, porque isso significa que ganhaste. Não tenho aquela sensação de que o mundo acaba depois desta derrota. Como já disse, ainda tenho 11 meses de temporada pela frente e há muito de que me posso orgulhar, por isso vou sair daqui para trabalhar em coisas novas e tentar aplicá-las no próximo torneio. Claro que saio desiludida, mas estou a tentar não viver e morrer em cada vitória ou derrota, não quero sofrer dessa forma nesta fase da minha carreira.”
CONTINUAR A TRABALHAR
“Acho que ainda há muitas coisas em que posso melhorar. Estou a descobrir alguns aspetos que são mais difíceis de mudar neste momento, simplesmente porque os hábitos estão muito enraizados. Há outros pontos que já estou a corrigir, estou aberta à mudança, mas sei que nalgumas questões vou precisar de mais tempo para as resolver. Quando tivermos oportunidade de as trabalhar nos treinos, vou dar tudo para as reforçar e insistir nelas, tentando melhorá-las. Ainda tenho muito para evoluir, por isso tudo isto continua a ser muito entusiasmante nesta fase da minha carreira.”
ACONTECIMENTOS PÓS VITÓRIA
“Quando ganhei aqui, tive 48 horas para desfrutar, mas depois tentas levar esse embalo contigo e aproveitá-lo para o torneio seguinte. Não quero dizer que não pensemos com carinho na vitória da semana anterior, mas a realidade é que muitas vezes ganhas num domingo e na segunda-feira já estás a jogar outra vez. É assim que funcionamos como jogadores: temos de passar imediatamente para a semana seguinte. Muitos de nós estamos sempre focados na próxima semana, em como melhorar em relação ao ano anterior ou em como manter o mesmo ritmo. Se estás constantemente preocupada com cada ponto que tens de defender, acabas por enlouquecer, mais do que já somos.”
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