Australian Open 2026: previsões da equipa Bola Amarela

Por José Morgado - Janeiro 17, 2026
Sabalenka-Sinner

O primeiro torneio de Grand Slam está à porta! Como sempre, fazemos as nossas previsões para mais uma edição do Australian Open, que promete ser marcante e espetacular. Em quem aposta?

CAMPEÃO MASCULINO

José Morgado – Carlos Alcaraz: O número um do Mundo não é o favorito ao título em Melbourne Park, onde nunca chegou sequer às meias-finais, mas já definiu este torneio como o principal objetivo da sua época. A razão? Simples: tornar-se no mais jovem jogador masculino de sempre a completar o Grand Slam de carreira. Os últimos anos mostraram-me que ele torna o impossível… possível. Veremos…

Pedro Gonçalo Pinto – Jannik Sinner: O italiano terminou 2025 com 15 vitórias seguidas e um único set perdido nessa sequência. No Australian Open vai com 14 triunfos consecutivos e parte em busca do hat trick. Claro que Alcaraz será sempre uma ameaça mas não consigo ver motivos que tirem o número dois do Mundo do torno em Melbourne.

Nuno Chaves – Jannik Sinner: Piso rápido é a praia do italiano e as condições em Melbourne Park parecem o território perfeito para o número dois mundial. Conquistou as últimas duas edições e está mais do que determinado em apanhar o grande rival no topo.

Rodrigo Caldeira – Jannik Sinner- É sempre difícil apostar em outros jogadores que não sejam Alcaraz ou Sinner, ainda por mais no primeiro Slam do ano. Mas as minhas fichas vão para o italiano.

Tomás AlmeidaJannik Sinner: A minha aposta recai sem qualquer dúvida no número dois do Mundo. É o bicampeão em título, ou seja, traz um historial fortíssimo na prova e além do mais tem se revelado muito capaz na maneira de transpôr todas as valências do seu jogo no piso rápido. O quadro é muito acessível e não vejo a acontecer uma hecatombe até às meias-finais, onde aí poderá apanhar o incontornável Novak Djokovic…

Bruno da Silva – em atualização: em atualização

Marcela Linhares – Jannik Sinner: Italiano segue sendo o nome de destaque nas quadras duras e, agora que está aperfeiçoando seus golpes, acredito que tenha de tudo para ganhar o torneio pelo terceiro ano seguido.

DARKHORSE MASCULINO

José Morgado – Daniil Medvedev: O antigo finalista deste torneio está fora do top 10 e ganhou apenas um encontro em Grand Slams (que loucura!) em 2025, pelo que está ‘válido’ para esta categoria. Jogou muito em Brisbane e aposto nele para chegar à meia-final no segundo quarto do quadro.

Pedro Gonçalo Pinto – Daniil Medvedev: Fora do top 10 e à procura de voltar a mostrar a sua melhor versão num Grand Slam, tem aqui uma grande oportunidade. Mudou de treinador, está confiante de novo e parece-me o favorito para bater de frente com Carlos Alcaraz nas meias-finais.

Nuno Chaves – Hubert Hurkacz: chega a Melbourne motivado pelo grande regresso à competição na United Cup. Além disso, está numa zona do quadro que, não sendo perfeita, também não é desastrosa. Bergs, Griekspoor ou Mensik são alguns dos adversários que pode enfrentar na primeira semana mas o nível que demonstrou leva-me a crer que pode ultrapassar esses obstáculos. Nos quartos de final tem um potencial embate com… Djokovic.

Rodrigo Caldeira – Alejandro Davidovich Fokina: Um dos melhores jogadores de 2025, tem na Austrália uma oportunidade para mostrar que continua em grande forma.

Tomás AlmeidaDaniil Medvedev: o jogador russo arrancou da melhor forma a temporada com o título em Brisbane e deu excelente sequência aos bons resultados amealhados na reta final de 2025, depois da mudança de treinador. A primeira semana do torneio será decisiva. Pode apanhar Felix Auger-Aliassime na 3.° ronda e Zverev nos “oitavos”. É verdade que são desafios muito exigentes mas se há jogador capaz de os ultrapassar com sucesso é Daniil Medvedev.

Bruno da Silva – em atualização: em atualização

Marcela Linhares –Daniil Medvedev: Sabemos que potencial não falta no ex-número 1 do mundo que já foi finalista deste torneio, o que mais faltava era confiança e isso pode ter sido (pelo menos recuperado em partes) com o título recente.

PRIMEIRO TOP 10 A CAIR

José Morgado – Felix Auger-Aliassime: É o potencial rival de Medvedev nos oitavos-de-final pelo que é coerente colocá-lo a perder nos ‘oitavos’ contra o russo…

Pedro Gonçalo Pinto –  Ben Shelton: Tem uma primeira ronda muito dura com Ugo Humbert, um tenista que nunca defrontou e que ainda agora se sagrou vice-campeão em Adelaide. Não ficaria de todo chocado com um adeus do norte-americano logo a abrir…

Nuno Chaves – Taylor Fritz: Os sinais demonstrados na United Cup foram preocupantes. Norte-americano parece longe de estar a 100% do ponto de vista físico e se a primeira ronda parece acessível, uma eventual segunda ronda contra Struff… não me surpreendia se saísse cedo de cena.

Rodrigo Caldeira – Lorenzo Musetti: Sem dúvida o top 10 com o quadro mais complicado.

Tomás AlmeidaBen Shelton: Apesar da indecisão, eu tendo a achar que será o norte-americano o primeiro top 10 a sair de cena nos Antípodas. O sorteio foi pouco simpático para o antigo semifinalista do Grand-Slam australiano – Ugo Humbert a abrir pode resultar num desfecho precoce.

Bruno da Silva – em atualização: em atualização

Marcela Linhares – Alexander Zverev: Vai ter duelo de sacadores logo na estreia e, mesmo que Diallo não esteja em sua melhor fase, pode acabar exigindo bastante do alemão que tem a pressão de defender o vice.

CAMPEÃ FEMININA

José Morgado – Aryna Sabalenka: Foi a melhor jogadora de 2025, chegou às últimas três finais do Australian Open (2 títulos, 1 vice) e começou o ano de maneira incrível em Brisbane. É a jogadora a bater.

Pedro Gonçalo Pinto – Aryna Sabalenka: É quase impossível ir contra aquela que é claramente a melhor tenista da atualidade, sendo que foi campeã em Melbourne em 2023 e 2024, enquanto chegou à final em 2025. Ainda por cima, o quadro é muito tranquilo até às rondas decisivas.

Nuno Chaves –  Aryna Sabalenka: Num circuito marcado pelo equilíbrio, Aryna Sabalenka parece, nesta altura, um patamar acima da concorrência. O início de ano roçou a perfeição e a número um do mundo quer reconquistar um território que perdeu em 2025 para Keys…

Rodrigo Caldeira – Aryna Sabalenka: A número 1 do mundo vai querer começar o ano da melhor maneira, as minhas fichas vão para ela.

Tomás Almeida – Aryna Sabalenka: Será Sabalenka contra o resto do quadro. Chegou à final nas últimas três edições, só perdeu na última para Madison Keys, que ensaiou uma caminhada histórica. A bielorrussa voltou a mostrar se em grande nos primeiros jogos do ano, vencendo uma vez mais em Brisbane, e tem de ser vista como a principal candidata a levantar o troféu de campeã do Australian Open.

Bruno da Silva – em atualização: em atualização

Marcela Linhares –Aryna Sabalenka: Já começou bem a temporada com título e já sabe que vai terminar o torneio como número 1. Junta isso com o fato de estar com sangue nos olhos depois da derrota na final no ano passado.

DARKHORSE FEMININO

José Morgado – Naomi Osaka: A campeã de 2019 e 2021 chegou às meias-finais do último Grand Slam de 2025. Acredito que 2026 possa ser o ano de renascimento da sua carreira ao mais alto nível. Aposto numa final entre a japonesa… e Sabalenka.

Pedro Gonçalo Pinto – Belinda Bencic: Diria que está no limiar de não pertencer a esta categoria, mas acredito que a suíça pode até mesmo chegar à final em Melbourne. Está a jogar muito (!) bem e nem Swiatek, potencial adversária nos quartos-de-final, lhe resistiu na United Cup.

Nuno Chaves –  Naomi Osaka: Sei que a sua preparação para o torneio não foi a melhor mas se estiver bem fisicamente e com o mindset no lugar é uma das melhores jogadoras do mundo. Tem um potencial embate com Swiatek nos oitavos de final mas, se chegar até lá, significa que está em grande forma.

Rodrigo Caldeira – Elina Svitolina: Uma das jogadoras do circuito com um melhor ténis na atualidade e com um sorteio favorável.

Tomás AlmeidaBelinda Bencic: o céu é o limite para a campeã olímpica de Tóquio neste primeiro Major do calendário. Pode parecer um pouco arrojado afirmar algo deste género, mas quando olho para o quadro a perspetiva ganha outra forma. Bencic esteve em grande destaque na United Cup, onde ganhou 9 dos 10 encontros realizados entre singulares e pares mistos, perdendo apenas na final frente à Polónia. As exibições que fez ao serviço da seleção helvética deixam a antever um cenário muito promissor na antecâmara desta quinzena. Vamos aguardar.

Bruno da Silva – em atualização: em atualização

Marcela Linhares – Amanda Anisimova: Foi um dos nomes que mais surpreendeu na temporada passada e acredito que ela vá seguir neste mesmo ritmo este ano. Será que ainda vence um major?

PRIMEIRA TOP 10 A CAIR

José Morgado – Jasmine Paolini: É quem está em pior forma de todas as top 10 e também quem tem o pior quadro. Não acredito que passe da primeira semana…

Pedro Gonçalo Pinto – Jasmine Paolini: A italiana não me inspira confiança neste momento e pode embrulhar-se de forma desnecessária em encontros teoricamente fáceis. Se chegar à terceira ronda, cruza com a jovem Iva Jovic, que está num belo momento de forma.

Nuno Chaves –  Jasmine Paolini: É sempre uma escolha imprevisível, no entanto, o momento de forma da italiana parece longe de ser o melhor e, apesar de enfrentar uma jogadora do qualifying a abrir, será a experiente Aliaksandra Sasnovich que, por acaso, até venceu o único encontro entre ambas.

Rodrigo Caldeira – Mirra Andreeva: A russa vem de título de Adelaide, mas é quem tem o pior sorteio.

Tomás Almeida Jessica Pegula: acreditando que todas as jogadoras do top 10 passarão ilesas da 1.° ronda, eu acredito que a primeira a despedir se da competição será Jessica Pegula. Ficou numa secção do quadro muito traiçoeira, com jogadoras de alto calibre à mistura, como é o caso de Paula Badosa e Madison Keys.

Bruno da Silva – em atualização: em atualização

Marcela Linhares – Mirra Andreeva – Preciso confessar que não tive a menor facilidade para escolher um nome para esta categoria. Cheguei a trocar duas vezes e ainda sigo indecisa, mas, mesmo conquistando título neste início de temporada, sinto que Mirra tem uma das chaves mais complicadas entre as integrantes do top 10. A ver se mantém o embalo…

NOTA: As previsões da equipa portuguesa do Bola Amarela estão em português de Portugal e as da equipa brasileira em português do Brasil.

Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com