Berrettini faz confissão dura antes do Australian Open: «Cheguei a odiar o ténis»

Por José Morgado - Janeiro 16, 2026

Matteo Berrettini, um dos heróis da última conquista da Taça Davis pela Itália, inicia a temporada de 2026 determinado a recuperar a regularidade que o levou, em tempos, ao topo do ténis mundial. No entanto, antes da estreia no Open da Austrália, o romano surpreendeu ao fazer uma confissão forte e emotiva sobre a sua relação com o desporto, marcada por lesões e resultados abaixo das expectativas.

Numa entrevista à revista Undici, Berrettini revelou o desgaste acumulado ao longo dos anos. “Cheguei a odiar o ténis, o que é mais do que normal, sobretudo tendo em conta que tenho quase 30 anos e comecei a jogar aos sete, todos os dias. Foi uma vida inteira”, admitiu o italiano, num desabafo raro entre atletas de elite.

O antigo número seis do mundo explicou que a paixão que sempre o acompanhou foi-se transformando com o tempo. “Até certa idade, o ténis era a minha paixão no dia a dia, mas as pessoas não me reconheciam pelo que eu era, apenas pelo que fazia”, acrescentou, sublinhando o peso psicológico da carreira profissional.

Berrettini prepara-se agora para um teste exigente logo na primeira ronda do Open da Austrália 2026, frente ao australiano Alex de Minaur, numa fase que encara como decisiva para relançar a carreira — desde que, desta vez, o corpo lhe dê tréguas.

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Apaixonei-me pelo ténis na épica final de Roland Garros 2001 entre Jennifer Capriati e a Kim Clijsters e nunca mais larguei uma modalidade que sempre me pareceu muito especial. O amor pelo jornalismo e pelo ténis foram crescendo lado a lado. Entrei para o Bola Amarela em 2008, ainda antes de ir para a faculdade, e o site nunca mais saiu da minha vida. Trabalhei no Record e desde 2018 pode também ouvir-me a comentar tudo sobre a bolinha amarela na Sport TV. Já tive a honra de fazer a cobertura 'in loco' de três dos quatro Grand Slams (só me falta a Austrália!), do ATP Masters 1000 de Madrid, das Davis Cup Finals, muitas eliminatórias portuguesas na competição e, claro, de 16 (!) edições do Estoril Open. Estou a ficar velho... Email: jose_guerra_morgado@hotmail.com