Andrej Martin e Elmer Moller são os finalistas do Maia Open

Por Tomás Almeida - Novembro 29, 2025
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FOTO: Beatriz Ruivo

Andrej Martin e Elmer Moller vão defrontar-se este domingo na grande final do Maia Open, que será um verdadeiro duelo de gerações.

Num duelo de qualifiers, o tenista eslovaco de 36 anos Andrej Martin (393.°), antigo top 100 mundial e finalista em provas do circuito ATP, não contou com o melhor acerto de pancadas na linha de fundo durante a meia hora inicial e viu Lilian Marmousez (355.°) impôr o seu tênis para arrecadar a primeira partida, com o break madrugador a fazer toda a diferença no marcador. Contudo, Martin reagiu bem, passou a cometer menos erros não forçados e ficou claramente mais confortável no encontro, algo que o ajudou a empurrar a decisão para um derradeiro set. No momento da verdade, o jogador natural de Bratislava, que teve um ano muito difícil, sobretudo, a nível pessoal, não largou o ascendente trazido da segunda partida e deitou por terra as aspirações de Marmousez nesta primeira meia-final com uma entrada fulgurante, encaixando quatro jogos seguidos para abrir uma vantagem de 4-0.

Poucos minutos depois, o ex-número 93 mundial Andrej Martin veio a selar o (inevitável) triunfo, com os parciais de 3-6, 6-3 e 6-2, e garantir o acesso à sua primeira final na Maia, depois de ter falhado esse objetivo nas outras quatro ocasiões em que atingiu a penúltima fase do torneio maiato (2019; 2x, 2021; 2024).

É a segunda final do ano e a 27.° no ATP Challenger Tour. A razia de títulos do tenista eslovaco dura desde meados de 2019.

Na final deste domingo, encontrará pela frente Elmer Moller (atual 147.°). O jovem de 22 anos superou de forma relativamente tranquila o espanhol Daniel Merida Aguilar (170.°) por 6-3 e 6-4, num embate que durou sensivelmente hora e meia, e vai em busca do ‘hat-trick’ em torneios Challenger disputados em Portugal, após vencer as finais no Clube de Ténis de Braga e no Complexo de Ténis do Jamor – Oeiras Open 4.

Moller mostrou maior estabilidade e solidez na linha de fundo e não permitiu ao opositor chegar à dianteira do marcador em qualquer um dos sets, criando o desequilíbrio nos momentos que mais interessava.

O tenista nórdico segue, assim, para a quarta final da temporada e tentará amanhã levantar o quarto troféu de carreira no circuito secundário.

A minha paixão pelo ténis começou aos 10 anos e desde então tem crescido dia após dia. Já deixou de ser um mero desporto para mim, enquanto consumidor de tudo um pouco, ... bem, talvez nunca tenha sido... Estou aqui para continuar a ser surpreendido e a aprender com algo único e incomparável como o ténis. Hoje em dia não me consigo imaginar a viver sem a bola amarela no canto do olho. Quero seguir neste mundo e fazer dele o meu futuro, crescendo com todas as aprendizagens adquiridas a partir de valiosas experiências. Continuem desse lado!