Schett fala em lavagem cerebral feita a Rybakina e denuncia outro possível caso de abuso

Por Pedro Gonçalo Pinto - Fevereiro 26, 2025

O caso de Elena Rybakina, que viu o seu treinador, Stefano Vukov, ser suspenso devido à forma como a trata, continua a dar que falar. Agora foi a vez de Barbara Schett, antiga tenista, falar do assunto, lembrando conversas que teve com Goran Ivanisevic, que se afastou da equipa precisamente devido à relação nada saudável que se mantém entre a cazaque e o croata.

“Vukov fez-lhe uma lavagem cebola. Podes ver como a trata, como se dirige a ela. As coisas ficaram ainda piores no US Open 2024 e a sua equipa e família tentaram afastá-lo. Sabemos que teve altos e baixos a nível mental e provavelmente devem-se à sua presença. Sem dúvida que abusou dela mentalmente e é por isso que acredito que a WTA tomou a decisão certa ao sancioná-lo”, começou por dizer à Kicker.

Mas Schett não ficou por aqui. “Elena defende-o porque lhe fizeram uma lavagem cerebral. Falei disto durante bastante tempo com Goran Ivanisevic e ele disse-me que o problema é que eles esta numa relação privada. Vukov quer colar-se e recuperar o lugar na equipa, o que é uma situação desastrosa. Devia ir à sua vida depois de tudo o que fez. Ouvi na Austrália as coisas que lhe gritava do banco e eram inaceitáveis. É incrível que a WTA esteja a proteger as suas jogadoras e tenha mostrado que há consequências”, acrescentou.

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Por outro lado, Schett lembrou um caso antigo e outro… que acompanha bem de perto atualmente. “O problema é que há muitas jogadoras que não se atrevem a dizer nada por terem medo de represálias ou consequências pessoais. Por exemplo, tinha imenso medo do pai da Jelena Dokic. Nunca teria dito nada dele porque pensaria que me ia matar. Houve um grupo de jogadoras que falou com a WTA sobre Rybakina e Vukov, embora seja importante manter-se o anonimato porque podem ter medo. Também quero ver o que acontece com o pai da Leylah Fernandez porque a maneira como trata a sua filha é incrível. É terrível que algo assim ainda aconteça hoje em dia e se aceite”, rematou.

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O ténis entrou na minha vida no momento em que comecei a jogar aos 7 anos. E a ligação com o jornalismo chegou no momento em que, ainda no primeiro ano de faculdade, me juntei ao Bola Amarela. O caminho seguiu com quase nove anos no Jornal Record, com o qual continuo a colaborar mesmo depois de sair no início de 2022, num percurso que teve um Mundial de futebol e vários Europeus. Um ano antes, deu-se o regresso ao Bola Amarela, sendo que sou comentador - de ténis, claro está - na Sport TV desde 2016. Jornalismo e ténis. Sempre juntos. Email: pedropinto@bolamarela.pt