Há 16 anos que Federer mima os pais do seu ex-treinador que faleceu tragicamente em 2002

Foram seis, mas podiam ser 16 os troféus entregues a Roger Federer no Open da Austrália. Desde 2002 que o suíço de 36 anos começa por revelar a sua inigualável e inesgotável estirpe de campeão mesmo antes de atravessar os portões de Melbourne Park, proporcionando aos pais do seu ex-treinador, Peter Carter, talvez a semana mais emocionalmente reconfortante do ano.

Diana e Bob Carter perderam o filho num trágico acidente de carro em 2002, na África do Sul, e desde então que têm sido convidados de honra do antigo pupilo do seu filho durante as duas semanas que dura o torneio. Federer envia ao casal Carter todos os meses de dezembro os detalhes sobre tudo aquilo de que precisam para aproveitarem sem preocupações o primeiro Grand Slam do ano: viagens de avião, reserva no hotel, carro à disposição e bilhetes para o torneio.

“Todos os anos vamos ao torneios às suas custas”, disse Bob Carter durante a entrevista concedida ao jornal The Australian, em 2012. “É simplesmente incrível, bilhetes de avião e carro de cortesia. Ele preocupa-se muito connosco. Espero que ele saiba o quanto lhe estamos agradecidos”.

Bob e Diana Carter, pais do ex-treinador falecido de Roger Federer

Reconhecido como o mais influente treinador da carreira de Federer, o australiano Peter Carter é constantemente lembrado pelo helvético na hora dos triunfos. No passado domingo, depois de levantar o sexto troféu na Rod Laver Arena, o agora campeão de 20 majors não esqueceu a devida homenagem.

“O Peter foi o que teve mais impacto na minha carreira, quando se fala do meu estilo e técnica fluída. Consegui aperfeiçoá-la mais tarde, mas ele deixou-me as bases, e foi por isso que fiquei tão feliz por ver que os seus pais me viram ganhar. Foi muito especial para mim”, revelou.

Sobre o autor
- Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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