Bernard Tomic: «A Taça Davis não é prioridade. Quero chegar ao top-10»

Bernard Tomic assume claramente que quer dar prioridade à sua carreira em detrimento da Taça Davis. Depois de falhar as rondas vitoriosas da sua seleção perante República Checa e Estados Unidos, o australiano admite sem rodeios que dificilmente estará disponível para jogar as meias-finais desta competição contra a Bélgica, no mês de setembro.

“Não me interpretem mal, a Taça Davis é espetacular e é algo de grandioso para nós na Austrália, mas não é a minha prioridade agora. Quero voltar ao top-20 mundial e, se possível, chegar ao top-10”, adianta o atual 43º do ranking mundial.

“Preciso de ganhar algumas partidas nas próximas cinco ou seis semanas”

No seguimento desta ideia, Tomic partilhou também alguns objetivos de curto-prazo, tais como surgir em Wimbledon como cabeça-de-série, mas para isso (estar entre os 32 melhores), o australiano tem a consciência que tem de regressar o mais rápido possível à boa forma. “Eu sou o número 43 do ranking, preciso de ganhar algumas partidas nas próximas cinco ou seis semanas para voltar ao top-30 e ter um lugar confortável nos pré-designados de Wimbledon e dos eventos em relva”.

Pelo menos em termos físicos, o australiano sente-se bem e preparado para estar ao melhor nível em Wimbledon, onde, recorde-se, atingiu os quartos-de-final em 2011, então com apenas 18 anos. Este é ainda hoje o seu melhor resultado no Grand Slam britânico.

“A terra batida ajuda a preparar a relva”

“Se eu jogar bem em terra batida e estiver em forma nessas quatro ou cinco semanas, isso ajuda para a relva”, sugere Tomic. “Eu sinto-me muito melhor na relva. No último ano apenas perdi 10-8 no quinto set, estive perto de voltar de novo aos quartos. A terra batida ajuda a preparar a relva, assim cada jogo que eu ganhar aí é uma ajuda”.

Por fim, novamente em relação à Taça Davis, o australiano não acredita que mude de ideias para já, por muito que a sua seleção precise de si. “Desejo-lhes sorte. Por agora tenho outras prioridades nas quais tenho que trabalhar muito. Quem sabe quando assentar, possa voltar a pensar jogar a Taça Davis. Eu já joguei muito (Taça Davis) na minha vida, mas agora é algo para o qual não estou motivado”, conclui.

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