Terra à vista: «Voltei a apreciar o ténis e estou mais perto de onde quero chegar»

“Vejo-me a jogar a um grande nível, e estou preparado para ganhar títulos”. Assim que avista a terra, Rafael Nadal ganha novo alento. É assim de ano para ano, mas ainda mais esta temporada, ao chegar ao Principado do Mónaco com muitas vitórias nas pernas, graças às três finais alcançadas já em 2017 (Open da Austrália, ATP 500 de Acapulco e Miami Open).

“Monte Carlo é um torneio incrível, um dos meus favoritos”, disse o maiorquino de 30 anos durante a antevisão do Masters 1000 que abre a temporada de pó-de-tijolo. “Tive alguns bons dias de treino e estou a tentar adaptar o meu jogo à terra, para estar preparado para enfrentar os melhores”.

“É verdade que no ano passado ganhei aqui, mas cheguei com menos confiança do que este ano. Estou muito satisfeito com o que fiz este ano até agora e acredito que posso aproveitar isso para mostrar o melhor de mim em Monte Carlo. Estou bem posicionado na corrida para o ATP Finals e isso deixa-me tranquilo para os torneios que se seguem”, acrescentou.

Quanto a Roland Garros, Nadal não pensa, para já, na possibilidade de chegar à dezena. “Não penso em poder somar o décimo título, o mais importante é ter voltado a  apreciar o ténis e estar mais perto de onde quero chegar”, garante o antigo número um mundial, que se estreia em Monte Carlo diante do britânico Kyle Edmund, 45.º mundial.

Não há triunfo como o primeiro

Para Nadal, o primeiro de nove títulos conquistados no Monte-Carlo Rolex Masters, em 2005, foi o mais especial. Venceu Guillermo Coria numa final muito equilibrada, depois de ter passado por uma prova de fogo nas meias-finais, diante de Richard Gasquet.

Sobre o autor
- Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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