Ferrero sem nada por dizer: «Se Alcaraz quer ser o melhor tem de ser profissional todo o ano»

Por Nuno Chaves - November 19, 2023

A época de Carlos Alcaraz terminou da forma mais amarga possível, depois de ter perdido de forma clara para Novak Djokovic nas meias-finais das ATP Finals.

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Foi um duro golpe para o número dois mundial e, no final, o seu treinador Juan Carlos Ferrero fez uma espécie de balanço da temporada e deixou vários avisos ao seu pupilo, em declarações ao Carrusel Deportivo.

PROBLEMAS A NÍVEL MENTAL E TENÍSTICO

Ainda tem 20 anos. Muitos disseram quando foi número um que ainda tem muito para fazer e neste tipo de situações vê-se. A nível tenístico, neste tipo de superfícies, ainda nos falta um pouco e a nível mental, o facto de saber que vai ter um encontro duríssimo tem de estar um pouco melhor preparado. O Novak, nesse aspeto, tem muita vantagem. Há que trabalhar tudo mas há que se habituar ao facto de que se jogas a um nível tão alto, tens de ter a cada semana a exigência de ganhar, de jogar contra os melhores e essa exigência, por vezes, leva-te ao limite do cansaço mental, que é o que lhe aconteceu neste final de temporada.

TEM DE EVOLUIR EM PISO RÁPIDO INDOOR

Quando ficámos no balneário comentei que tem muita vantagem neste tipo de superfícies e vai jogar bem mas precisamos de mais tempo. Para isso, temos um court indoor onde treinamos e vai conseguir. Acabou com sensações muito más, sentiu-se inferior mas creio que está um pouco longe da realidade. Todos sabemos que o Djokovic é o melhor de todos os tempos e o mais em forma nestes momentos e em indoor fica ainda mais difícil ganhar-lhe.

CALENDÁRIO E GARANTIA PARA O FUTURO

O calendário está como está e há obrigações da ATP em jogar os Masters 1000 e da ITF em jogar os Grand Slams. Fazer um calendário mais curto do que temos este ano é difícil. Foram 18 torneios, o que é realmente pouco mas jogou muitos encontros e isso é o que o levou a este cansaço mental no final. É o que disse no outro dia, tem que aprender que a temporada é longa, que é o seu trabalho e não pode ter tanto descanso como gostaria. Se quer ser o melhor tem que atuar como o melhor e ser profissional todo o ano. É o que há e tem de aceitar. O calendário é o que temos.

Jornalista na TVI; Licenciado em Ciências da Comunicação na UAL; Ténis sempre, mas sempre em primeiro lugar.
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