Alcaraz: «Sempre gostei do serviço do Djokovic, mas não estou a copiar»
Carlos Alcaraz saiu do encontro frente a Corentin Moutet no Open da Austrália com mais uma vitória convincente e, sobretudo, com o serviço como principal tema da conversa. O espanhol garantiu o apuramento para os oitavos de final sem perder qualquer set e voltou a sublinhar a evolução de um gesto técnico que tem sido alvo de atenções em Melbourne, inclusive por parte de Novak Djokovic.
Na conferência de imprensa, Alcaraz mostrou-se satisfeito, mas longe de se dar por completo. “Tenho muita margem de melhoria. O serviço está a funcionar bem, com uma percentagem alta, e isso faz-me sentir confortável. O mais importante é ter boas sensações, mas ainda há coisas a afinar”, explicou. Segundo o número um espanhol, a aposta passou por encontrar uma mecânica “mais fluida e natural”, que lhe permita manter confiança mesmo nos dias menos bons.
As comparações com o serviço de Djokovic surgiram em tom descontraído. “Tenho o contrato na mochila para lhe dar”, atirou, entre risos, depois de revelar uma troca de mensagens com o sérvio. “Quando se vêem os dois serviços lado a lado, percebe-se que são parecidos. Não posso esconder isso. O Novak serve muito bem e o gesto dele sempre me agradou, mas não foi algo copiado. Fiz mudanças e acabei por chegar a isto.”
Segue-se agora Tommy Paul. “É muito rápido e bate a bola muito plana. Vou ter de jogar o meu melhor ténis e estar preparado para sofrer”, concluiu.
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