Alcaraz e a polémica contra Zverev: «Não achei que fossem cãibras…»
A polémica instalou-se no duelo entre Carlos Alcaraz e Alexander Zverev quando o espanhol recebeu assistência médica numa altura em que depois se percebeu claramente que sofria com cãibras. Ora, o alemão queixou-se de que isso era proibido, enquanto o número um do Mundo explicou, após dar a volta ao encontro, o que se passou na sua visão.
“Apenas senti algo num músculo, o adutor da minha perna direita. Não achei que fossem cãibras, por isso chamei o fisio e pedi o medical timeout. Não tinha mais queixas, o resto do corpo estava bem, decente. Pouco depois de ser assistido, acho que por causa dos nervos e do stress de não saber exatamente o que tinha, comecei a sentir cãibras no corpo todo. Deram-me a assistência porque o que transmiti é que ao correr para a direita, tinha sentido uma pontada no adutor direito. Era verdade. Tenho de analisar o que aconteceu para não se voltar a repetir”, afirmou.
Sobre o encontro, Alcaraz mostrou-se radiante. “Foi um dos encontros mais exigentes da minha carreira a nível físico, mental e de ténis. Levámos os nossos corpos ao limite e o nível de jogo no quinto set foi realmente muito alto. Esta é uma das minhas grandes vitórias. Quando era mais jovem, houve alturas em que desisti de encontros, rendi-me e não lutei o que devia. Depois, percebia que odiava essa sensação e, por ter amadurecido, nunca mais vou voltar a sentir isso. Cada segundo de sofrimento no court vale a pena. Acreditei sempre que podia dar a volta, não ia desistir”, comentou.
O espanhol explicou ainda como foi evoluindo. “Comecei a ficar melhor no fim do quarto set, mas no início do quinto, o Sascha mostrou um nível impressionante. Os primeiros jogos que fez foram incríveis, mas nunca me vi morto. Sabia que tinha de continuar a lutar. Não aproveitar alguns break points trazia-me incerteza, mas também me fez ver que estava próximo e que se continuasse a lutar ia acabar por conseguir. É incrível ter conseguido”, rematou.
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