Diretor do Australian Open acaba com polémica das câmaras: «Queremos aproximar o jogador do espetador»
Nos últimos dias tem-se debatido muito sobre a falta de privacidade dos jogadores devido às várias câmaras que estão espalhadas por toda a parte, algo que até levou a WTA a reagir depois do caso de Coco Gauff que, no fundo, originou toda esta polémica.
Se os tenistas pedem mais espaço e locais sem câmaras, a verdade é que Craig Tiley, diretor do Australian Open, olha para o negócio e, neste caso, para o espetáculo televisivo, tal como explicou ao Tennis Channel.
“A primeira coisa que queremos fazer é ouvir os jogadores, queremos perceber do que precisam, o que querem, essa é a primeira pergunta a que queremos responder. No final, existe uma linha muito ténue entre a promoção do jogador/torneio e a colocação das câmaras. Há muitas áreas onde não temos câmaras: a sala dos treinadores, os balneários, a sala de treinos, a sala de recuperação, a sala de descanso… há muitas zonas onde não temos câmaras”, começou por dizer.
“Depois há os corredores de acesso aos estádios, onde temos, obviamente. Vamos continuar a ouvir os protagonistas, a descobrir o que os faz sentir confortáveis, mas tendo claro que também queremos aproximar o jogador o máximo possível do espectador, já que esta experiência lhes agrada muito. Vamos continuar por essa linha, embora seja muito ténue”, garantiu o líder máximo do Grand Slam australiano.
