Sharapova elogia Nadal: «Mandou-me uma mensagem de apoio quando tudo aconteceu»

Ainda março vai a meio e já pode afirmar-se sem grande relutância que abril é o mês de Maria Sharapova. E nem precisamos de esperar pelo seu badalado regresso à competição, depois de 15 meses de suspensão, para percebemos isso, porque a Vanity Fair espanhola adianta-se, ao apontar os holofotes para a russa de 29 anos, na sua edição de abril.

Numa sensual e luminosa produção fotográfica, que teve lugar numa mansão em Los Angeles durante um dia soalheiro, Sharapova revela bem mais do que as suas muito elogiadas curvas. “Joguei este desporto com tanta dignidade e tanta paixão que no início não fui capaz de perceber como é que alguém podia acreditar que eu optaria pelo caminho mais fácil, tendo em conta a forma como eu jogo e treino”, revela, às tantas, a ex-número um mundial.

Passado o choque inicial, que foi incapaz de evitar quando soube que acusara positivo num teste antidoping por culpa de uma substância que tomava há dez anos, a russa de 29 anos tomou imediatamente conta da situação. “Esta história é minha e sou eu que a vou contar”. E assim foi. “Fiz isso explicar o que tinha acontecido e não para que as pessoas tivessem pena de mim, conta.


Seria muito difícil ir tomar um copo com a Serena e no dia seguinte ter de jogar contra ela


Uma posição que não contou com a compreensão e tolerância de muitos, nomeadamente de alguns dos seus colegas de profissão. Rafael Nadal, revela, foi uma das exceções. “Mandou-se uma mensagem muito amável quando tudo aconteceu e mostrou o seu apoio. Tenho um enorme respeito por ele”.

“Tenho respeito pelos outros jogadores, porque percebo a vida que levam, sei os sacrifícios que fazem, mas não tenho interesse em ser amiga deles. Quando vou para os balneários, vou para fazer o meu trabalho. O que eu quero é ser profissional. Se me disserem que não sou, isso afeta-me. Mas se me criticam porque não converso no chuveiro, não me interessa”.

A campeã de cinco títulos do Grand Slam deixa tudo preto no branco. “Sou competitiva. Seria muito difícil ir tomar um copo com a Serena e no dia seguinte ter de jogar contra ela. Primeiro, não tenho interesse nisso e, segundo, não acho que funcionasse”.

O regresso de Sharapova acontece dentro de um mês, durante o torneio de Estugarda, na Alemanha, que se realiza entre 24 e 30 de abril.

Sobre o autor
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Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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