Clijsters: «Serena é tecnicamente perfeita e a mais completa de todas»

Há quem diga que Kim Clijsters tem sete vidas (mentira, acabámos de inventar) e, se isso se confirmar, então ainda veremos a belga por muitos e bons anos, porque com o regresso ao circuito feminino já a partir desta segunda-feira, a antiga número um mundial ainda só gastou três delas.

Ora, depois de uma longa carreira de sucessos alcançados dentro do court, interrompida pelo seu casamento com o ex-jogador de basquete Brian Lynch e o nascimento da sua primeira filha, Jada, Clijsters decide agora enveredar por um cargo que requer menos sola de ténis gasta. A belga de 31 anos apresenta-se como diretora no resgatado torneio de Antuérpia, na Bélgica, deixando de parte a ideia de mais um regresso à competição.

“Se eu voltasse a jogar ao meu melhor nível, poderia encontrar alguma satisfação, mas Simona Halep, Maria Sharapova e Serena Williams são incríveis pela sua qualidade”, começou por referir Clijsters, destacando seguidamente as capacidades tenísticas da número um mundial.

“Adoro ver Serena a jogar. Ele é tecnicamente perfeita e a mais completa de todas. Tem um bom serviço, uma boa resposta e joga bem na rede. É agressiva e capaz de defender, é fisicamente forte, possante e rápida. Quando joga ao seu melhor, é imbatível”, disse a vencedora de quatro torneios do Grand Slam sobre a jogadora com quem mediu forças em nove ocasiões, tendo vencido apenas dois dos embates.

Clijsters, que colocou de lado a raquete há mais de dois anos, não vai poder contar com a líder da hierarquia mundial no torneio, mas a belga diz-se satisfeita com o leque de jogadoras que vão passar pelo WTA Diamond Games já a partir desta segunda-feira. Eugenie Bouchard, Angelique Kerber e Andrea Petkovic são as principais candidatas à raquete de diamantes, estimada no valor de 1,3 milhões de euros, que já passou pelas mãos de Justine Henin, Amelie Mauresmo e da própria Kim Clijsters.

Sobre o autor
- Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *