Palavra de João Cunha e Silva #2: A força mental

Confira o segundo texto de João Cunha e Silva para o Bola Amarela:

O “Ténis Mental” faz com que os jogadores de ténis lidem constantemente com o stresse psicológico, trazido para o desporto pela incerteza da vitória ou derrota na competição. Mas que nesta modalidade é em quantidade acrescida, pelo fato de ser uma modalidade individual, onde não há empates. E ganha particulares proporções em alta competição, embora acontecendo a todos os níveis.

A “cabeça” é o motor de tudo! Por isso o cérebro precisa “apenas” de dar a correta informação ao corpo, para aplicar a melhor pancada na bola, a melhor solução, para o melhor desempenho. É necessário, no entanto, que a “cabeça” tenha o poder de estar lúcida, apenas concentrada e focalizada naquelas coisas e pormenores, que irão provocar a correta resposta do corpo e raquete. O atleta tem de aprender a lidar com as emoções, negativas (e, por vezes, também com as positivas!). Uns têm capacidade de o fazer mais intuitivamente, mas para se tornarem grandes jogadores, qualquer um terá de aprender e ter a capacidade de as controlar. E manter um estado mental, em condição de alerta, tentando, permanentemente, a busca de um estado ideal de focalização para a melhor performance ao alcance naquele momento.

Tudo o resto, técnica, físico, é condicionado pelo estado mental do jogador! Se este não for adequado, no ténis, a tática nem chega “a ter o seu lugar”.

Problemas comuns estão relacionados com medo de ganhar, medo de perder, perda de motivação, nervosismo perante o confronto, distracções vindas de fora do court e um leque alargado de muitas outras barreiras psicológicas, que se atravessam e funcionam na defensiva dificultando, uma boa atitude, a determinação e levando a hesitações.

Se se tiver em consideração o fato do ténis ser um “desporto muito psicológico” e em que só cerca de 20% do tempo dos encontros é que é realmente jogado e os outros 80% é mental, poder-se-á apreciar o quanto é importante a força mental e controlo emocional no ténis.

Os jogadores de excelência têm também o mesmo tipo de dificuldades, provocadas pelo stresse competitivo, que traz ansiedade elevada. No entanto, estes atletas, por vezes só à custa de muito trabalho, aprendem a aceitar fraquezas e também a saber lidar com elas, de forma a conseguir ultrapassá-las, nas várias situações de dificuldade e incómodo a que são colocados à prova, nestas situações extremas.

Por isso o ténis é uma modalidade tão interessante

ATÉÀ PRÓXIMA!

João Cunha e Silva


A Escola / Academia de Ténis de João Cunha e Silva

A Escola de Ténis CETO/João Cunha e Silva surgiu em 2000, altura em que João Cunha e Silva, o mais internacional de todos os jogadores portugueses na Taça-Davis e ex-número 1 mundial de juniores em 1985, abandonou a sua carreira de jogador profissional. Com instalações em Nova Oeiras, sempre vocacionada para o ensino e prática do ténis.

Passados 15 anos, Cunha e Silva continua à frente da Escola / Academia de Ténis com uma equipa técnica de grandes profissionais, a formar grande quantidade de jovens e a treinar excelentes jogadores. Alguns dos quais com resultados muito significativos em provas ATP, WTA, ou ITF. De entre os muitos e excelentes jogadores de ténis que a Escola / Academia CETO/João Cunha e Silva já formou, desenvolveu e aperfeiçoou, destacam-se pelos seus resultados relevantes tanto a nível nacional como internacional, Frederico Gil, Rui Machado, Leonardo Tavares, Pedro Sousa, João Domingues, Gonçalo Nicau, Gonçalo Pereira, Martim Trueva, Gonçalo Falcão, Francisco Dias, Felipe Cunha Silva, Bárbara Luz, Catarina Ferreira, Elitsa Kostova, Patrícia Martins, Anna Savchenko, Joana Valle Costa, Sofia Sualehe, Carlota Santos, Claudia Cianci, Rebeca Silva.

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- Artigo escrito ou editado pela equipa de redação.

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