Gastão e a entrada no Australian Open: «Tive pena. Acreditava que era possível alcançar esse objetivo»

Na fase final da temporada de 2017, Gastão Elias tinha em mente um objetivo: a entrada direta no quadro principal do Australian Open 2018, primeiro torneio do Grand Slam da época que tem início a 15 de janeiro. No entanto, uma virose trocou-lhe as voltas e, ao que tudo indica, terá de disputar a fase de qualificação em Melbourne, ao contrário do que aconteceu este ano – perdeu para Nick Kyrgios na primeira ronda.

“Vinha para esta série de torneios na América do Sul a saber que precisava de pouco mais de 200 pontos para entrar [no quadro principal do Open da] Austrália, o que é ambicioso. Sabia que ia ser difícil. Acredito até que tive melhor desempenho do que esperava. Acabei a jogar a um muito bom nível. Tive pena que, nesta minha última oportunidade, tenha tido azar com o que me aconteceu. Acreditava que era possível atingir esse objetivo do Australian Open”, começou por dizer Elias, ao ‘Bola Amarela’, referindo, apesar de tudo, que se sente “bastante confiante” no seu jogo.

“Há dois meses se calhar não imaginaria que agora estava perto dos 100 primeiros, mas fico feliz pela forma como terminei o ano. Fiz as coisas certas, não me arrependo do que fiz, trabalhei sempre como um profissional e também confio muito na minha equipa técnica. Por isso, acho que estou bem embalado para começar o próximo ano”, confessou Elias, atual 114.º colocado da hierarquia, que admite estar a jogar “melhor do que nunca”.

“Estou a jogar com muita motivação para começar o ano que vem da melhor maneira. Aprendi muita coisa, cada vez sei mais o que é preciso para estar lá em cima, que tenho armas suficientes para enfrentar os jogadores de topo”, sublinhou o lourinhanense de 26 anos, que aludiu ao facto de ter precisado de jogar torneios de nível challenger a partir da segunda metade do ano para voltar a subir no ranking.

“Tive várias conversas com a minha equipa técnica e vimos que às vezes é normal, nesta modalidade, descer um pouco no ranking depois de ter subido tanto como eu subi. Às vezes o jogador tende a cair um pouco e, portanto, essa queda, que não é positiva, faz com que dês conta do que precisas de fazer para melhorar, porque tiveste lá em cima e viste o que te faltou para te manteres lá. O positivo disto tudo é que são pequenas coisas”, rematou.

E o que vem aí? O descanso merecido e uma pré-epoca em que poderá ter a companhia dos argentinos Diego Schwartzman, 26.º do Mundo, e Guido Pella, número 64 da tabela ATP.

Sobre o autor
- Licenciado em Ciências da Comunicação - vertente de Jornalismo - pela Universidade Autónoma de Lisboa. Ténis é a minha vida. Colaborador do site Bola Amarela desde Dezembro de 2011.

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