Quem são os maiores larápios de toalhas em Wimbledon?

Com o branco a dominar por completo o cenário no All England Club, não é difícil de entender o fascínio que a colorida e icónica toalha de Wimbledon exerce sobre os convidados da prova inglesa. Não só vem dar um ar da sua graça a um universo têxtil que resvala para o monocromático, como representa uma extensão material das próprias emoções e experiências vividas no mais seleto e prestigiado torneio do mundo.

“Estive lá e levo comigo um pedaço do majestoso torneio comigo”. O espírito é mais ou menos este, com o acréscimo de que a maioria dos jogadores não se contenta com uma, nem com duas, nem com meia dúzia, aproveitando para meter na mala toalhas que chegam para a equipa técnica, família, amigos, vizinhos e sabe-se lá quem mais.

Contas feitas, das 6 mil toalhas fabricadas todos os anos pela empresa Christy, 4 mil desaparecem. As que permanecem no All england Club são lavadas e dadas posteriormente para instituições de solidariedade.

Serena Williams

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Quando a número um mundial joga, a organização já sabe com o que contar. Serena chega a açambarcar oito toalhas num só encontro. “A Serena é uma lenda até a levar toalhas, devia comprar uma casa nova”, brincou George Spring, assistente de court em Wimbledon.


Eugenie Bouchard

Digamos que a canadiana tem um olho para a arte da gatunice como poucos. “Toda a gente quer uma toalha e tentamos apanhá-las fora do court. Há até um segredo: se o encontro for suspenso devido à chuva temos direito a mais duas toalhas quando regressamos ao court. Um encontro, quatro toalhas. Estou a trabalhar bem até agora”, disse Bouchard depois de vencer Johanna Konta, na quinta-feira.

“As toalhas que eu uso no court têm, naturalmente, mais significado do que teriam se as comprasse numa loja, porque jogo com elas em Wimbledon. São únicas. Levo tantas quanto conseguir porque todos querem uma”.


Andy Murray

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É bom que o britânico chegue longe no torneio, caso contrário terá alguém à perna. “A minha mulher [Kim Sears] pede sempre que eu lhe leve uma toalha de cada torneio. Levei-lhe uma na primeira ronda e dei uma também ao meu fisioterapeuta. Normalmente levo uma todos os dias para dar a cada um dos elementos da minha equipa”.


 Novak Djokovic

De truques percebe também o número um mundial. “Eu tento sempre esgueirar uma toalha aqui e outra ali durante o encontro, usando a desculpa de que está muito calor e que estou a transpirar muito. Na verdade, eu só quero é meter mais uma toalha no saco. Tenho a certeza de que o Comité do All England Club me vai perdoar”, disse Djokovic, salientado o facto de a toalha ter “o tamanho perfeito para cobrir a cabeça” quando é preciso concentração.


John Isner

Ele é grande e transpira que se farta, mas meia dúzia? “Devo ter trazido umas seis toalhas neste último encontro. Xiuuu… Agora ando a distribuí-las como se fossem doces. Sejam simpáticos e pode ser que ganhem uma”, disse o norte-americano aos jornalistas na quinta-feira. “Tenho muitas toalhas de Wimbledon. Eu gosto de guardar as toalhas dos outros Grand Slams mas também dos torneios onde vou jogando, na Ásia, na Europa. Vou começar a colecionar toalhas”.


Venus Williams

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 A mais velha das irmãs Williams anda nestas andanças há uns anitos e, como tal, coloca qualquer coleção a um canto. “Bem, tenho imensas em casa. Tenho desde 1997. Até toalhas de homens [verdes e roxas]. Posso fazer um mercado de trocas. Um mercado negro de toalhas”.


Sam Querrey

Bater o número um mundial e permanecer mais tempo pelo All England Club do que se esperava tem destas coisas. “Todos os jogadores colecionam toalhas de Wimbledon. É como se fosse um bónus por todas as interrupções devido à chuva. Tenho uma 50 no meu balneário para a minha família e para os meus amigos”.


Richard Gasquet

Bem mais moderado na arte de larapiar é Richard Gasquet, que tem apenas duas guardadas para levar para casa. A razão de tamanha modéstia talvez se deva ao facto de a toalha não cumprir um dos requisitos básicos para alguém que destila água durante os encontros. O gaulês prefere usar uma pouco vistosa toalha branca durante as trocas de campo.

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“Transpiro muito. A toalha branca é mais seca. Parece estúpido mas eu faço isso. Mas eu tenho duas toalhas de Wimbledon, vou levá-las para a minha família. Todos os jogadores fazem isso. É uma toalha incrível. Quando parar de jogar ténis vou ficar muito contente por poder tê-las”.