Diogo Rocha: «Só regressamos do Miami Masters no dia das meias-finais»

Diogo Rocha está de partida para Miami onde, entre os dias 24 e 30 de abril, vai decorrer o Miami Padel Masters, primeiro evento do World Padel Tour (WPT) nos EUA. Entre treinos, preparação e aulas, aquele que é o primeiro português a pisar um Masters falou com o Bola Amarela e contou-nos como conseguiu, ao lado do seu parceiro Pincho Fernandéz, a qualificação para o torneio e o que leva na bagagem. Além do orgulho pelo feito inédito e a atenção despertada, refletida no seu telemóvel com a receção de inúmeras mensagens de felicitações, otimismo e confiança não falta à dupla luso-espanhola, como comprova o bilhete de avião com regresso agendado apenas para a véspera da final do Miami Masters.

Bola Amarela (BA): O WPT estreia-se na próxima semana nos EUA, onde curiosamente o Diogo vai colocar pela primeira vez a bandeira nacional num evento Masters, no caso em Miami. Está ansioso?

Diogo Rocha (DR): Sinceramente não estou mais do que em outros torneios. Obviamente que é um Masters e tanto eu como o Pincho queremos dar o nosso melhor, até pela importância do torneio no calendário internacional.

BA: A qualificação para o quadro principal, disputada em Madrid, foi muito complicada?

DR: Ganhámos dois encontros difíceis, mas sabíamos que se jogássemos bem tínhamos hipótese de ganhar. E no segundo encontro, aliás, fizemos o nosso melhor jogo da época e merecemos a vitória.

BA: Correu então tudo como planeado e sem nenhum imprevisto.

DR: Preparámos muito bem esse torneio de qualificação. Começámos a jogar só na quarta-feira à tarde, mas viajei do Porto para Madrid logo na segunda-feira para treinarmos juntos e habituar-mo-nos às condições de jogo. E acho que isso fez a diferença. Na ronda de qualificação tivemos 6-4, 5-3 e dois match points e os adversários fizeram 5-4… Nessa altura, passou-nos pela cabeça o torneio da época passada, em que eu e o Pincho tivemos match point para aceder ao quadro principal do Masters de Barcelona e falhámos. Felizmente conseguimos superar essa lembrança e o desfecho, desta vez, foi diferente.

BA: Esta qualificação para o Miami Masters teve, nesse caso, uma importância acrescida para vocês enquanto dupla que, após uma separação a meio da época passada, resolveram voltar a jogar juntos?

DR: Sim, teve muito significado mesmo! Já no ano passado, enquanto estivemos juntos, tínhamos o sonho de aceder a um Masters e conseguimos agora, no início da temporada e depois de termos retomado a parceria. Este resultado dá-nos confiança para os próximos torneios e mais tranquilidade, uma vez que conseguimos fazer bastantes pontos. Passamos bem os torneios, temos uma boa relação dentro e fora do campo e isso é muito importante. Ainda assim, temos plena consciência que ainda temos muito para melhorar.

BA: Quando partem para Miami?

DR: Eu saio domingo do Porto com destino a Madrid, onde “apanho” o Pincho e seguimos, juntos, para Miami. Segunda-feira treinamos com o nosso treinador Leo Padovani e jogamos a ronda internacional na terça-feira.

BA: Já falaram sobre a estratégia para esse encontro?

DR: Ainda não. Contamos ter ajuda nesse sentido do nosso treinador. Só quando estivermos todos juntos vamos definir a estratégia durante a preparação para o encontro.

BA: Vão para os EUA com o regresso em aberto?

DR: (risos) Não. Agendámos o regresso só para sábado, dia das meias-finais.

BA: Isso é que é otimismo e confiança.

DR: Digamos que confiança e otimismo não nos falta, mas vamos ver como correm as coisas. Ainda assim, achámos melhor agendar regresso mais para o final da semana por uma questão de segurança (risos).

BA: Orgulhoso por ser o primeiro português a conseguir disputar um Masters?

DR: Muito orgulhoso! É a recompensa de tanto trabalho e tanto esforço para as coisas saírem bem… E não posso deixar de agradecer os meus patrocinadores, Kia, M80, Siux, Team FPP e ao Top-Padel, o meu clube, por todo o apoio. Infelizmente não tenho tantos patrocínios como gostaria mas acredito que, continuando a fazer bons resultados, ainda posso conquistar a confiança de mais uma outra marca de forma a poder competir a época toda.

BA: O Diogo recebeu muitas mensagens ou telefonemas de felicitações após a qualificação para o Miami Padel Masters?

DR: Recebi imensas e foi tão bom. É sempre bom ver que as pessoas se interessam, acompanham a minha carreira e vibram com as minhas vitórias.

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