Sabe qual foi o truque de Nadal para regressar a No. 1 do mundo? Uma análise aos números

A equipa de multimédia da ATP World Tour partilhou recentemente um vídeo estatístico onde é analisada aquela que é uma das pancadas mais difíceis do mundo do ténis: a resposta ao serviço. Jogadores como Novak Djokovic têm essa como uma das suas especialidades, mas esta temporada há um jogador que se tem destacado perante todos os outros e, portanto, ganhou justamente o seu lugar no topo da hierarquia. Em 2017, ninguém tem respondido melhor a primeiros serviços do que Rafael Nadal.

Segundo os dados estatísticos partilhados pela ATP World Tour, partilhados no site oficial, o jogador espanhol conta em 2017 com 35,4% de pontos ganhos no primeiro serviço do adversário, quando a média do top-100 não vai além dos 28%. Se falarmos apenas de torneios disputados sobre a terra-batida, o sucesso de Nadal neste registo sobe para incríveis 43,4%, ou então para 57,2% quando o adversário é obrigado a disputar a bola com o seu segundo serviço.

Em segundo lugar na lista surge Andy Murray, com 34,7% de pontos ganhos no primeiro serviço do oponente, seguido de Diego Schwartzman (34%) e de Damir Dzumhur (32,9%). Em 2017, apenas 27 jogadores têm um registo igual ou superior a 30%, com João Sousa incluído na lista – Marin Cilic, Dominic Thiem, Roger Federer e Novak Djokovic também estão acima da média.

Pois se Rafael Nadal tem liderado quando a primeira bola é colocada pelo adversário, já Diego Schwartzman é o jogador mais mais tem sabido aproveitar as falhas do adversário ao serviço para criar oportunidades de break. Em 2017, o jovem argentino, que brilhou no US Open, venceu 35,6% dos jogos de serviço dos oponentes, colocando-o à frente de Andy Murray (34,3%) e de Rafael Nadal (33,8%) neste campo.

Curiosamente, Schwartzman é também o jogador com a maior percentagem (64,5%) de pontos ganhos com o seu próprio primeiro serviço na presente temporada. Esta é mesmo uma pancada que não se mede aos palmos.

 

Sobre o autor
- Licenciado em Jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa. Jornalista da GQ Portugal e colaborador do Bola Amarela desde novembro de 2011, pouco tempo depois de começar a seguir mais atentamente o mundo do ténis. Pretende nunca mais parar.

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